Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 18/07/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a ampliação de políticas públicas na busca por indivíduos desaparecidos torta o país distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, o problema permanece afetando e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, o governo - apesar de presente na oferta de soluções plausíveis para amenizar o número público de desaparecidos no Brasil, como a criação de delegacias especializados em pessoas desaparecidas - reafirma o cenário inobservante no que tange à saúde. De acordo com o site Cidadelivre.com, quase 30% dos casos de paradeiros são protagonizados por jovens de 17 a 22 anos justificados por questões psicológicas, o que ilustra o poder público falho que não oferece apoio médico necessário para amenizar essas questões. Fatores como a falta de profissionais capacitados nos hospitais públicos para tratamento dessas pessoas - como psicólogos e assistentes sociais - reforçam o cenário precário de luta pelo fim dos paradeiros no país. Assim, mesmo que haja políticas públicas refentes ao tema, elas não são ampliadas e efetivadas por causa da ineficiência do Estado em prover o bem-estar social assegurado por lei.
Além disso, uma perpetuação de comportamento preconceituoso por parte do povo contribui para o aumento dos casos de desaparecimento: jovens lésbicas que possuem dificuldade de aceitação da família são as principais figuras em paradeiro entre uma parcela feminina, de acordo com O Globo. Assim, é incontestável que a homofobia enraizada na cultura brasileira corrobora para a ineficácia das políticas públicas instauradas para o combate a esse cenário, uma vez que a intolerância torna o ambiente hostil para essas minorias que, aliado à falta de suporte estatal na saúde, optam pela fuga.
Dessarte, medidas que visam incentivar a ampliação das políticas públicas para os casos de desaparecidos no Brasil e efetivá-las são necessárias. Para tal, o Ministério da Saúde deve promover a maior oferta de vagas ligadas ao tratamento psicossocial da população, como psicólogos e assistentes sociais, por meio de concursos públicos nacionais com a finalidade de sugerir um aumento profissional na área da saúde para o combate efetivo das causas do aumento de desaparecimentos e, então, a médio prazo, a diminuição desse quadro tão preocupante na realidade atual.