Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 18/07/2021

Emile Durkhein, fundador da escola francesa de sociologia, via a sociedade como um corpo no qual cada orgão tem sua função e depende do outro para a sobrevivência de maneira geral. Desse modo, vê-se que a cultura em que não cabe a polícia militar e civíl auxiliar na busca por desaparecidos gerou descaso para com as familías das vítimas, além disso, observa-se que o sistema de busca ainda é muito individualizado entre os estados brasileiros.

Com primeira constatação, cabe pontuar que em muitas situações os familiares das vitímas se sentem abandonados pelo poder público que além de não solucionar o problema, também não concede uma explicação adequada sobre o ocorrido, pode-se entender que prevalece o pensamento de que a localização pelo desaparecido não faz parte do dever das coorporações policiais.

Se faz importante ressaltar, dentro dessa problemática que o sistema de busca é ainda muito individualizado pelos estados da nação verde-amarela, o que dificulta o compartilhamento de dados, por conseguinte, há uma lentidão muito grande na resolução dos casos, sendo essa a razão pela qual muitas pessoas não são vistas mesmo após muitos anos.

Deprende-se, assim, que medidas interventivas devem ser tomadas com próposito de melhorar e agilizar o trabalho de encontro e resgate das vítimas. Dessarte a isso, a constituição federal impõe a autoridade policial e demais orgãos de segurança pública a busca imediata de pessoas em idade de até 16 anos ou pessoa com deficiência fisíca, sensorial e mental em qualquer idade. Para além do exposto, é necessário a criação de uma sistema de localização nacional que contenha os dados de todos aqueles que ainda estão perdidos, assim havendo um compartilhamento de dados eficiente, o que levará a um serviço púlico mais rápido e eficaz, reduzindo muito o número de casos de desaparecimentos misteriosos.