Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 18/07/2021

Durante os “anos de chumbo” - expressão que denota a fase da ditadura militar -, centenas de pessoas desapareciam no Brasil, devido às divergentes opiniões políticas, bem como a oposição ao regime autoritário. Hodiernamente, após a redemocratização, o sumiço de indivíduos perdura como um óbice no país, levando muitas famílias ao sofrimento por causa de procuras não concretizadas. Nesse sentido, deve-se compreender as causas das desaparições e o papel das mídias sociais neste entrave.

Preliminarmente, faz-se mister delinear os pontos responsáveis pelo sumiço súbito de humanos. Conforme o IBGE, além do alcoolismo, uso de drogas e transtornos mentais, os confrontos familiares são determinantes na fuga e, por conseguinte, no desaparecer das pessoas, mormente quando se trata de crianças e adolescentes. Sob esse raciocínio, os desencontros na família se tornam tóxicos aos envolvidos, quando não solucionados por meio do diálogo, culminando no aumento do índice de desaparecidos.

Outrossim, as mídias populares têm incumbência primordial no auxílio da difusão de informações e no esclarecimento dos casos. Engendrado em 2009, o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), visa a formulação de dados lídimos e resolução dos casos. Contudo, tal versão contem erros nocivos à população, como a exígua frequência de atualização e a falta de disseminação. Dessa forma, as mídias digitais, como a televisão e a internet, surgem para sanar os defeitos do CNPD, já que possuem alto alcance social.

Dessarte, é crucial que o poder público se providencie para mitigar a atual situação. Para isso, cabe ao Congresso Nacional determinar a divulgação das informações do CNPD na televisão, propondo a adição de fotos e nomes de desaparecidos, diariamente, durante os intervalos das programações. Isso deve ser feito a partir de um projeto de lei, fitando findar, mais rapidamente, o sumiço de pessoas. Seguindo as ações supracitadas, a realidade vigente estará cada vez mais distante do conturbado período ditatorial.