Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 14/07/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade do governo e de parte da sociedade no que tange a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas. Dessa forma, observa-se que a ausência delas reflete um cenário desafiador, seja em virtude dos números grandes de desaparecidos no país, seja em virtude de uma grande parcela das pessoas ausentes serem crianças e adolescentes.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o sumiço das pessoas normalmente ocorre devido a conflitos familiares, abusos sexuais e maus tratos, principalmente entre a parcela mais jovem, adultos com fragilidade mental e idosos com doenças mentais, como o Alzheimer, segundo a delegada Ellen Souto. Ademais, de acordo com o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2020, o número de desaparecidos no Brasil passou de 77907 em 2018 para 79275 em 2019, isso mostra o quanto aumentou e que não pode ser ignorado. Apesar de mais de 50% das pessoas que são dadas como desaparecidas serem encontradas, de acordo com dados disponibilizados no site O Globo, o número pode ser superior, visto que muitas vezes a polícia não é avisada quando uma pessoa é reencontrada. Entretanto, para que possa haver um aumento ainda maior nessa porcentagem é necessária a ampliação de políticas públicas para a busca de pessoas desaparecidas no país.

Além disso, é necessário salientar também que entre 10% e 15% das crianças ausentes não aparecem mais e são elas quem, junto aos adolescentes, fazem parte da maior taxa de desaparecidos, aproximadamente  40% do total, conforme o Ministério da Justiça. Ela poderia ser menor, mas a falta de preparo do governo reflete nesse cenário, em 2018 foi retirado do ar o site Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, para a atualização do banco de dados e reformulação da página, como informa o Ministério dos Direitos Humanos. Mesmo que o site tenha voltado ao ar no mesmo ano, a falta dele sempre atualizado demonstra um descaso do governo para com as famílias, que ficam sem amparo e sem saber como agir.

Assim, a fim de solucionar esse impasse, o Ministério dos Direitos Humanos deve conscientizar a população sobre como agir quando uma pessoa desaparecer, por meio de informes televisivos, que irão ao ar nos horários de almoço e de jantar. Outrossim, ele deve manter o site do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos sempre atualizado, assim uma melhora no trabalho para a busca de pessoas sumidas no país irá acontecer. Dessa forma, ocorrerá uma diminuição de pessoas desaparecidas no país e terá um amparo maior para as famílias que têm seus entes ausentes.