Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 15/07/2021

O mundo, no século XXI, vive a chamada Quarta Revolução Industrial, caracterizada pelos avanços tecnológicos constantes. A internet, quando usada da maneira correta, é uma grande aliada à diversas causas. Visto que o número de pessoas desaparecidas no Brasil é crescente, dificultando a sua procura, cabe ao governo ultilizar a tecnologia a seu favor em prol dessa problemática.

Em primeiro momento, percebe-se que de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 82 mil desaparecimentos foram registrados em 2018 no país. Dentre os desaparecidos, 33% são crianças e adolescentes, tal fato se dá pela vulnerabilidade infantil e pela propensão à rebeldia na fase jovem. Logo, as atualizações da procura devem ser constantes, a fim de cumprir com a lei sancionada em 2019, segundo a qual, as autoridades devem realizar as buscas até a localização das pessoas.

Em segundo momento, concomitantemente, observa-se que os dados divulgados por órgãos nacionais nem sempre podem condizer com a realidade. Uma vez que a atualização das informações divulgadas não é feita devidamente, por descuido das famílias dos desaparecidos ou até mesmo dos próprios órgãos federais. O uso da tecnologia já é presente nos mecanismos do governo como o INEP, por exemplo, e não deve ser diferente com a busca por desaparecidos.

É necessário, portanto, que o governo, com o auxílio de técnicos em informática, crie um site federal que permitirá a divulgação e atualização de informações das procuras. Dessa forma, os dados divulgados serão verídicos e atualizados diariamente. Cabe ao sistema legislativo, também, garantir que a lei sancionada cumpra o seu papel. Garantindo, assim, o conforto das muitas famílias brasileiras que sofrem com o desaparecimento de seus entes queridos.