Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 12/07/2021

Em 1964, houve a Ditadura Militar brasileira, na qual muitas pessoas desapareceram, visto que eram contra as atitudes do governo. Essa situação é comum nos dias atuais, mesmo com a existência de políticas públicas, entretanto, há outras causas que levam ao desaparecimento de muitos indivíduos, o que gera diversos problemas psicológicos nas famílias e amigos.

De início, é importante ressaltar que há muitas pessoas que somem e não deixam notícias. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública , de 2007 a 2016, foram cerca de 690 mil desaparecidos. Dessa forma, não existe informações sobre esses seres humanos, que desaparecem por dívidas, sequestro, problemas familiares ou no trabalho. Assim, essa tragédia ocorre por vontade própria ou a pessoa é obrigada a viver essa situação. Todavia, há intervenções do governo para resolver esse impasse, porém ele ainda é muito comum, o que faz muitos brasileiros terem as rotinas interrompidas e familiares não possuírem relatos deles.

Em virtude dos fatos mencionados, as famílias e amigos sofrem muito com esse momento, pelo fato de não saberem o motivo do sumiço da pessoa e como ela está. Conforme Ana Cláudia Arantes, médica especialista em intervenções de luto, é um espaço que não é de vida nem de morte, o indivíduo só não está lá. Com isso, muitas vezes, problemas psicológicos são desenvolvidos em entes que sofrem com a situação, como a ansiedade, depressão e estresse, em razão de se culparem pelo ocorrido e acharem que poderiam ter feito mais. Logo, a ampliação de políticas públicas ajudaria a resolver esse desafio, pois com as informações dos desaparecidos danos como esses seriam evitados.

Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar esses impasses. Em vista disso, cabe ao Poder Legislativo intensificar a Lei n* 13.812, que diz sobre as pessoas que sumiram, por meio da criação de uma instituição direcionada para esse problema e com uma maior contratação de profissionais para esses casos, a fim de que haja uma diminuição no número de desaparecidos. Outra maneira é o Ministério da Saúde, órgão responsável pela área, fazer projetos para os familiares e amigos de indivíduos que sumiram, por via de um acompanhamento com tratamentos especializados que serão realizados por psicólogos, para esses seres humanos vencerem essa barreira.