Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 13/07/2021
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a aflingem”. A partir dessa máxima, contextualiza-se a arte de não negligenciar a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil. Sendo assim, torna-se imprescindível analisar as causas e consequências dessa poblemática.
Deve se pontuar, de início, a falta de colaboração entre os órgãos responsáveis para melhor resolução dos casos, nessa lógica, fundamenta-se outra perspectiva do sociólogo Bauman, uma vez que o indivíduo da modernidade líquida age de maneira superficial em vários aspectos de sua vida. Observa-se que se torna assim cada vez mais burocráticos e complicados os processos de rastreamento de vítimas com vida.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o fato de que a utilização de mídias de comunicação corrobora com a agilidade no reaparecimento dos desparecidos. Como, por exemplo, no levantamento de dados e divulgação de imagens. Desse modo, as mídias agilizam as operações de buscas e alertam sobre a gravidade do problema e suas possíveis consequências.
De acordo com o quadro apresentado, medidas são necessárias para lidar com a problemática e consequentemente, distanciar a sociedade dessa nefasta realidade. Portanto, cabe o Governo Federal amplar investimentos em assistência social, por meio da contratação de psicólogos específicos no tratamento de pessoas que perderam seus entes queridos. Além disso, é dever do Congresso Nacional aprovar um projeto de lei que torne obrigatório a divulgação de nomes e fotos de desaparecidos em horários de intervalos comerciais na Televisão, com o intuito de agilizar às operações de procura de indivíduos ainda não encontrados. Somente assim, os direitos da Constituição e poder da comunicação serão utilizados de forma efetiva.