Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 17/07/2021
Conforme a filosofia de Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger seus filhos. Entretanto, percebe-se o contrário em questão das políticas públicas existentes na busca por pessoas desaparecidas no Brasil, necessitando serem ampliadas. Desse modo, não há como negar que uma insuficiência legislativa e a influência familiar na vida do cidadão são causas do problema.
Convém ressaltar, a princípio, que a família é um fator importante para a permanência do impasse. Segundo o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Logo, fica explícita a importância da opinião familiar na vida de jovens principalmente, pois estão em processo de amadurecimento e podem sofrer com a intolerância em casa, chegando ao ponto da fuga.
Outro ponto relevante a ser discutido é a deficiência nas leis brasileiras. A constituição Federal de 1988 busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente, dado que o índice de pessoas desaparecidas tende a crescer no contexto atual e grande parte da população não tem conhecimento sobre, para atuarem na causa.
Diante disso, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é fundamental que o Poder Legislativo, através de comissões na Câmara e no Senado crie projetos de leis que incluam o papel familiar como uma questão determinante na taxa de desaparecimento de jovens, visando informar a responsabilidade e a importância da família na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos. É preciso também que dados como nomes, idades e fotos se possível de pessoas desaparecidas sejam mais divulgados em locais públicos e redes sociais, para que a sociedade possa cobrar do governo o andamento dos casos e acompanhar o processo, podendo contribuir de maneira significativa para a diminuição da taxa de desaparecidos no Brasil. Tais medidas visam combater o impasse de maneira precisa e democrática.