Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 16/08/2021
A ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil é um tópico que deve ser debatido com urgência. Uma pesquisa feita pelo FBSP em 2017 mostra que 17% dos brasileiros tem algum familiar ou amigo desaparecido, e que probabilidade de que essa porcentagem aumente é grande. Portanto, torna-se necessário a discussão sobre a inoperância governamental e a falta de conhecimento e divulgação acerca do cadastro para evitar que o número de pessoas desaparecidas aumente.
Em primeiro plano, o descaso do governo em relação a pessoas sem a sua localização conhecida é uma política que deveria ser ampliada, pois é comum que a administração dos documentos dos sumidos seja regida por policiais. A opinião da professora de antropologia Letícia Carvalho de Mesquita Ferreira é de os registros policiais de desaparecidos são “apenas para preencher papel”, visto que muitas famílias ficam durante meses sem atualizações dos casos e que, em determinadas circunstâncias, a delegacia sugere que eles mesmos façam busca por seus parentes ou amigos perdidos.
Em segundo plano, a ausência de conhecimento sobre a identidade da maioria dos cidadãos é uma das razões que dificulta no reconhecimento do paradeiro deles. Sem informações ou a falta de parentes, a localização dos desaparecidos se torna mais desafiante. Segundo dados fornecidos pelo G1, vivemos em uma sociedade com cerca de 210 milhões de brasileiros e que por volta de 50 milhões não tem CPF ou estão com o documento cancelado.
Portanto, é dever do Governo Federal (órgão principal que deve garantir os direitos do cidadão), proporcionar agilidade e eficiência nas buscas por desaparecidos através de um banco integral que mapeie seus registros, para que assim familiares e amigos não precisem se ocupar de papeis que deveriam ser exercidos por agentes e peritos no assunto. Ademais, é dever da mídia expor a situação das pessoas sem documentos e orientar os mesmos a se registrarem no sistema, por meio de campanhas e postagens nas redes sociais para que assim as políticas públicas na busca por ausentes sejam cada vez mais ampliadas e avançadas.