Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 16/11/2021
Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausencia de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que não existem muitas ações na busca por pessoas desaparecidas, de modo que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da alienação social quanto da negligência governamental. Diante disso, otrna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral ressaltar o desinteresse social mediante o impasse. Conforme o sociólogo alemão Georg Simmel, a atitude blasé ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença mediante às situações que ele deveria dar atenção. Atualmente, quando uma pessoa desaparece, a primeria ação dos familiares é espalhar fotos nas redes sociais para que a encontrem. Sob o mesmo ponto de vista de Simmel, percebe-se que a sociedade está cada vez mais individualista, de forma que não colabora para nenhuma causa que não seja para o próprio benefício, como por exemplo, apenas compartilhar a foto do desaparecido para ajudar na busca. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o individualismo colabora para a perpetuação desse quadro deletério.
Ademais, é importante pontuar que a ausência de medidas na busca por pessoas desaparecidas deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que solucionem tais recorrências. De acordo com a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, que prevê, em seu artigo 6º, o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, percebe-se que essa não é a realidade, já que, segundo o site de notícias G1, cerca de 217 pessoas desaparecem diariamente no Brasil, e dentre esse número, 10 são encontradas sem vida. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura governamental de forma urgente.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no páis. Dessarte, com o intuito de aumentar o número de medidas na busca por pessoas desaparecidas, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da ONU, será revertido em verbas, por meio da criação de campanhas que alcançem o públicode forma que se compadeçam a ajudar as famílias dos desaparecidos, nem que seja compartilhando uma publicação nas redes sociais, - e também por meio de maior eficácia da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas -, a fim de ampliar o envolvimento social na busca daqueles que desaparecerem e mitigar os desaparecimentos, aumentanto a segurança nacional e indo de acordo com a Constituição de 1988.