Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 16/11/2021
O sucesso proveniente da padronização na atuação
Nos anos de Ditadura Militar, houve no Brasil a enorme censura nos meios de comunicação em relação aos casos de desaparecidos no país. É sabido que isso mudou ao passar dos anos, porém não o suficiente, visto que há poucos centros de ajuda específicos para estes casos, e também, a não padronização desses atendimentos em todo o território nacional, tendo como consequência a arquivação de casos que poderiam ser solucionados.
Sob essa perspectiva, nota-se que mais de 80 mil desaparecidos são registrados por ano no Brasil pelas mais diversas causas. Desse modo, a tecnologia torna-se fator crucial para a disseminação da informação entre todos os estados do país. Além disso, com a constante evolução tecnológica, há maneiras de envelhecer rostos de crianças para que às encontrem hoje em dia, por meio da análise facial.
Outrossim, a falta de preparo de delegacias torna o fator da baixa taxa de encontrados ainda pior, pois muitas esperam a confirmação de um crime para começar a investigação. Nesse sentido, é de suma importância a divulgação de formas de agir perante situações como essa, onde deve-se ressaltar que as horas que sucedem o acontecido são cruciais.
Após a análise dos fatos, depreende-se, portanto, a relevância de políticas públicas que busquem padronizar a atuação dos responsáveis na busca por desaparecidos. Logo, cabe ao Governo Federal criar uma lei que torne isso possível, juntamente com a criação e o investimento em institutos especializados nesse assunto, e que possam oferecer toda a ajuda necessária aos familiares das vítimas. Assim, a taxa de sucesso será muito maior.