Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 18/11/2021
No livro “Tartarugas até lá embaixo”, de John Green, é retratado o desaparecimento de um bilionário e os efeitos causados por essa adversidade. Nessa temática, atualmente existem cerca de 63 mil desaparecidos no Brasil, segundo o G1. Diante disso, famílias e amigos passam a viver em busca de seus parentes, porém muitas delas não encontram respostas sobre o paradeiro dos desaparecidos, e passam a viver angustiadas e preocupadas, pois não sabem quando poderam encontrar seus parentes. Dessa forma, a falta de empatia da sociedade e o descaso do Estado em coibir e garantir investigações eficazes, torna-se mais um desafio para combater a ausência deixada na sociedade.
Em primeira análise, a falta de empatica do corpo social, faz com que muitos casos deixem de ser solucionados, pois a sociedade considera que a responsabilidade da busca é somente da família e do Estado. No entanto, quando um indivíduo desaparece um dos modos de encontrar o paradeiro deste, é por meio das informações coletadas juntamente à comunidade. Nesse contexto, na animação “Procurando Nemo”, é apresentado um pai em busca de seu filho desaparecido, e uma das formas de encontrar o pequeno peixe, foi a partir de relatos dos animais que possuiam alguma informação sobre onde o peixe estava. Diante disso, a sociedade tem papel fundamental nessa problemática. Entretanto, esse desafio só poderá ser mudado com ajuda múltua entre a família e a comunidade.
Ademais, é dever do Estado garantir a proteção dos cidadãos, segundo art. 6º da Constituição Brasileira vigente, ou seja, os corpos de combates- Polícia Civil e Federal- juntamente ao poder executivo nacional, são responsáveis pela execução da lei estabelecida. Entretanto, as investigações são pouco competentes, considerando-se os dados do G1 supracitados. Outrossim, no Brasil existe o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, perante o art. 13.812. Porém, as informções constadas são pouco atualizadas e não são divulgadas para a sociedade, causando inquietação na família e neutralidade no corpo social sobre essa adversidade.
Portanto, é evidente a necessidade de políticas públicas para coibir os casos de pessoas desaparecidas, além de aumentar as investigacões dos casos existentes. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, fazer setores especializados em desaparecidos, situados dentro de Conselhos Tutelares, além de aumentar o número de delegacias para atender somente esses casos, para que assim seja feito o levantamento de informações mais detalhadas sobre os desaparecidos, com participação de hackers, por meio de perfis de redes sociais - instragram e twitter - ou com informações coletadas das famílias. Feito isso, os desaparecidos poderão ser encontrados e reestabelecidos ás suas famílias, assim como o pequeno Nemo.