Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 19/11/2021

No filme “Um olhar do paraíso”, Susie, uma adolesecente de 14 anos, some no caminho de volta para casa, e a família, por sua vez, entra em desespero sem saber o paradeiro da garota. Fora das telas, casos como o de Susie são cada vez mais relatados no Brasil. Visto isso, percebe-se que tal problema, causado pela ineficiência governamental e a pouca interferência midiática, deve ser resolvido.

Em primeiro plano, cabe mencionar que, de acordo com o site Jus.com, as buscas policiais só consideram desaparecimento e só começam a procurar a vítima após 48 horas de seu sumiço. Devido a isso, com essa exacerbada espera, muitos individuos acabam sendo estuprados, machucados e até mesmo mortos, em casos  que poderiam ser solucionados de forma rápida. Dessa forma, é de suma importância que as políticas públicas sejam reajustadas e que os policiais possam inteferir no caso antes do estrago ser feito.

Ademais, vale ressaltar que, de acordo com o site Monitor, cerca de 150 milhões de pessoas usam as redes sociais no Brasil, totalizando 70,3% de todo país. No entanto, em casos de desaparecimento, poucas pessoas mobilizam as redes sociais e a mídia - que são otimas aliadas para a divulgação de repercação de diversos assuntos - para ajudar nas buscas dessas pessoas. Dessa maneira, as buscas de pessoas desaparecidas se tornam mais complicadas tendo em vista o desconhecimneto da população sobre o caso.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Primeiramente, cabe ao Ministério da Segurança criar projetos que diminuam o tempo para no máximo em 12 horas de sumiço sem aviso prévio a polícia já possa entrar no caso, evitando, assim, possíveis tragédias. Cabe também ao Ministério da Tecnologia, por meio das redes sociais, abrir um espaço dedicado a pessoas que tem familiares desaparecidos para que todos possam se unir e auxiliar no processo de busca. Somente assim, casos como o de Susie e sua família deixarão de ser uma realidade no Brasil.