Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 22/06/2024
No livro “Sequestro Sangrento”, é retratado um rapto de uma jovem brasileira, filha de um político que os criminosos acreditavam ter um alto poder aquisitivo, infelizmente, após pagar pelo resgate, o sequestro sofre uma reviravolta e a menina é morta pelos sequestradores. Fora da ficção, essa realidade se assemelha a de muitos brasileiros considerados desaparecidos que são levados ou fogem de suas casas e se tornam vítimas de crimes hediondos. Dessa forma, é necessário discorrer acerca das causas que, infelizmente, mantém o índice de desaparecimentos elevado, como a homofobia e a desigualdade social.
De início, é válido ressaltar que a aversão a relacionamentos que não são heterossexuais promove fugas de casa por jovens que não se sentem acolhidos. De acordo com uma pesquisa feita em 2015, 27% dos desaparecidos são crianças e adolescentes, desse grupo, a principal causa para as meninas fugirem de casa foi a rejeição pela orientação sexual. Dessa forma, é possível analisar que a homofobia pode gerar conflitos físicos e verbais, acarretando um ambiente instável no qual o jovem não se sente aceito, o que o leva a buscar outros locais para morar sem que sua sexualidade seja reprimida. Assim, essa pessoa se torna vulnerável.
Além disso, as diferenças econômicas e dificuldades financeiras podem promover crimes como pedofilia, prostituição e tráfico. Segundo a UNICEF, em seu relatório sobre tráfico de crianças, no Togo, uma em cada oito crianças é vendida para o exterior. Sob essa ótica, é possível afirmar que famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica podem recorrer a crimes hediondos em troca de uma quantia financeira, vendendo filhos ou parentes em troca de recursos.
Portanto, a homofobia e a desigualdade econômica são problemas que promovem o desaparecimento de pessoas em solo brasileiro e, logo, precisam ser combatidos. Dessa forma, o Governo Federal, órgão responsável por administrar os interesses públicos, deve conscientizar a população sobre a homofobia, por meio de palestras em escolas e universidades sobre a diversidade sexual e diminuir o desequilíbrio social, através de políticas públicas favorecendo o acesso a emprego e a educação para as classes mais baixas, para que o número de pessoas desaparecidas diminua e que a realidade de “Sequestro Sangrento” não se perpetue.