Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 19/08/2024
Pesquisas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que mais de 82 mil pessoas foram registradas como desaparecidas no Brasil em 2019. Nesse viés, é possível ver que o número de desaparecidos no país não para, visto que, a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil ainda é necessária. Nesse sentido, é imperioso analisar os motivos que tornam essa problemática uma realidade.
Sob essa perspectiva, é válido ressaltar a Negligência governamental como um dos motivadores do problema. A filósofa Hanna Arendt, introduziu o conceito de ‘banalidade do mal’ que é a normalização da indiferença e da falta de responsabilidade diante de atrocidades. Assim, pode-se aplicar a ideia da pensadora ao contexto brasileiro, em que a inação do governo diante do crescente número de desaparecidos reflete uma estrutura que banaliza o sofrimento das vítimas e de suas famílias. Como é o exemplo do desaparecimento de Maria Eduarda dos Santos, uma menina de 6 anos que desapareceu em 2008 e teve seu caso tratado com descaso e incompetência dos órgãos competentes. Logo, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.
Ademais, vale ressaltar ainda a Negligência midiática como outro potenciador da questão. A teoria do Agendamento (Agenda-Setting), sugere que a mídia tem o poder de determinar quais questões serão consideradas prioritárias pelo público ao dar mais visibilidade a certos temas em detrimento de outros. No caso dos desaparecimentos, a irresponsabilidade da mídia em cobrir os casos das vítimas contribui para a perpetuação do problema ao não pressionar as autoridades. O caso do menino Evandro é um exemplo de como a mídia tende a priorizar histórias que a interessam, deixando de lado as que igualmente merecem atenção.
Portanto, é necessário que esta situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve prover segurança e investigação das mídias, por meio de investimentos e pelo exercício das leis, a fim de ampliar políticas públicas na busca por desaparecidos de modo que os registros de desaparecidos diminuam drasticamente.