Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 12/09/2019
O advento das máquinas na Primeira Revolução Industrial mudou significativamente o mercado de trabalho.A exemplo disso, nesse período, o movimento conhecido como Ludismo notabilizou-se pela destruição de máquinas como forma de protesto, caracterizando um movimento de reação ao progresso técnico.Dessa maneira, hodierno cresce um conflito entre aplicativos e empresas tradicionais de modo que o trabalhador fique entre a estimulação da economia liberal e a preconização do trabalho.
A priori, é válido entender o conceito de “Gig Economy”, que é a flexibilização do trabalho em conjunto com a tecnologia.Sendo assim, na teoria, garante maior liberdade tanto para o prestador do serviço quanto para o contratante.Portanto, a economia globalizada possibilita que tais empresas crescam exponencialmente e avancem nos mercados nacionais. Um estudo realisado pela Kelly Services relata que 62% dos gerentes que recorrem à gig economy considera que ela é o futuro do trabalho.
Por outro lado, difunde-se uma ideologia de empreendedorismo, no qual cria-se um valor social,nesse caso a liberdade, que faz com que as pessoas voluntariamente realizem um serviço que as prejudiquem.Por conseguinte, a revolução tecnológica do século XXI recria a relação do homem com o trabalho, haja visto que esse tipo de trabalho não possui direitos trabalhistas garantidos e apresenta dificuldades de socializar com outros trabalhadores do ramo para se organizar e formar sindicatos como ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial.
Destarte,o filósofo canadense Marshall Mcluham relata que “os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens”.Posto isso, é necessário que o Ministério do Trabalho em conjunto com o Ministério da Educação desenvolvam o programa “Rumos do trabalho no século XXI”, o qual visa debater nas escolas e universidades a situação do trabalhador pós-moderno e a transformação com o advento dos aplicativos.Assim, com o auxílio de sociólogos, cientistas políticos e economistas pode-se pensar em novos rumos para a relação da tecnologia e do trabalho.