Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

Enviada em 23/10/2019

É indubitável que, desde o final do século passado, o advento da internet e o avanço tecnológico dinamizaram as relações sociais. Nesse contexto, os aplicativos surgiram para facilitar a locomoção, comunicação e consumo das pessoas, porém, em um primeiro momento, no Brasil, algumas empresas tradicionais não se adequaram à essa nova realidade. Dessa forma, a revolução tecnológica do século XXI se adaptou às estruturas do capitalismo devido à competitividade entre os serviços, que se distinguiram pelas propagandas e pelas relações de trabalho.

Mormente, sabe-se que o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIT), do governo Vargas, foi o responsável por construir a imagem do presidente à população. De maneira análoga, as propagandas dos produtos hodiernos sofrem essa mesma manipulação e, por isso, o serviço que seduzir melhor o consumidor terá a preferência na hora da escolha do aplicativo ou da empresa. Nesse sentido, a propaganda vinculada ao aplicativo do Uber, por exemplo, foi construída pela premissa de um bom atendimento e qualidade de serviço, assim, parte da população aderiu ao aplicativo e a competitividade potencializou entre os meios de locomoção privados.

Em segundo lugar, nota-se que há uma disparidade nas formas de trabalho entre os aplicativos e as empresas físicas. Desse modo, a terceirização presente nos aplicativos é fomentada pelo cenário do capitalismo vigente, porém isso não impede o trabalhador de ter esse emprego de forma complementar à renda. Por outro lado, isso pode se tornar um transtorno, visto que há 12% de desempregados no Brasil, assim, muitos indivíduos vêem nos aplicativos uma forma autônoma de emprego, no entanto somente as empresas tradicionais dão direitos trabalhistas. Assim, essas desigualdades podem suscitar o descontentamento dos proletariados.

É mister, portanto, que esses dois tipos de serviços providenciem a atenuação do embate entre eles. Logo, cabe as Empresas Tradicionais que se adequem a essa nova realidade, por meio da criação de aplicativos, como a da 99 Táxi, ou com inovações publicitárias e de serviço que beneficiem os clientes. Somado a isso, é importante que haja um mínimo de direito trabalhista assegurado aos trabalhos de aplicativos para que eles continuem prestando serviço à população. Por fim, o objetivo é que a revolução tecnológica continue e, por conseguinte, a competitividade do mercado.