Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

Enviada em 20/08/2020

O mundo globalizado é fruto das mudanças provocadas no meio social pelas Revoluções Industriais. Atualmente, a sociedade se encontra na transição da terceira Revolução Industrial - caracterizada pelas empresas tradicionais - para a quarta - representada pelos aplicativos - o que provoca alterações nas relações de trabalho que tendem a aumentar as diferenças econômicas entre países considerados desenvolvidos, ou não, caso o Estado não acompanhe essas mudanças.

Para a compreensão do debate, a relação entre o aplicativo Uber e os Táxis é um ótimo exemplo. O serviço ofertado por ambos é o mesmo, o diferencial está na forma em que isso ocorre. A ligação entre os taxistas e seus passageiros é direta, então, os termos sobre o serviço prestado é conciliado na hora. Já o “app” da Uber conta com o auxílio da tecnologia e o passageiro sabe antecipadamente o caminho que percorrerá o valor da viagem e quanto tempo o motorista levará para chegar até ele. Foram esses diferenciais que conquistaram rapidamente o mercado consumidor. Desse modo, é evidente como a prestação de serviços tradicional - representada pelos táxis - está ultrapassada e agora os serviços que contam com o auxílio da internet, e outras inovações, tendem a substituir empresas que não se harmonizem à Revolução Tecnológica.

Sob esse viés, países que possuem um estágio avançado de desenvolvimento tecnológico estão em vantagem quando comparados a outros, como o Brasil. Isso ocorre, pois para que um aplicativo participe da economia local, eles dependem que um elevado número de pessoas possua acesso a aparelhos com conexão a internet. A Uber divulgou em 2017, ter pagou um total de R$ 971,8 milhões em tributos, e, no mesmo ano, a prefeitura de São Paulo anunciou um projeto de tributação fiscal sobre serviços (ISS) para plataformas como a Netflix. Ou seja, se houver um investimento em tecnologia nacional, os aparelhos necessários para acessar os “app” são barateados, aumentando o número de potenciais consumidores e a arrecadação fiscal.

Conclui-se, portanto, que para evitar que os aplicativos enfatizem as desigualdades econômicas, o Estado deve agir por meio do Ministério da Educação, que realizará investimentos especiais em universidades com cursos na área tecnológica, e ministrar palestras para empreendedores que busquem a inovação de seus negócios, pois ao incentivar essa adaptação, as empresas terão condições de conquistar um novo mercado. Por fim, o Ministério da Economia reduzirá tarifas sobre produtos tecnológicos nacionais, a fim de torná-los economicamente mais atrativos, para que o número de pessoas com acesso a essa tecnologia seja crescente. Com isso, o país será capaz de acompanhar as mudanças que estão ocorrendo no mundo, além de lucrar economicamente por meio dos impostos.