Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 21/09/2021
A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas as normas jurídicas do Brasil, prevê, em seu artigo 6°, a equiparidade de tratamento tecnico entre as tradicionais e as ‘’novas’’ profissões. Todavia, fora dos papéis constitucionais, isso não ocorre, uma vez que são frequentes os casos em que empresas tradicionais são prejudicadas por muitas normas rígidas que não se aplicam para os aplicativos que usam da praticidade da modernidade ao seu favor. Desse modo, cabe debater como a ausência de ações estatais e propagandas da mída contribuem com a perpetuação desse cenário.
Sob essa perspectiva, vale ressaltar que o Estado é o principal responsável pela resolução desta mazela. Ademias, segundo Thommas Hobbes, o contrato social é um acordo no qual os cidadãos abdicam de algumas de suas liberdades em troca de garantias sociais que passarão a ser resguardadas por órgãos competentes. Contudo, tal pacto não está sendo respeitado, dado que a escassez de atitudes em promover centros físicos que regulamentem as normas de trabalho das agencias tradicionais e façam com que estas possam competir de forma mais equilibrada com suas concorrentes é um fator que atrapalha na plena execução dessa prática. Dessarte, essa competição desigual se perpetuará até que o governo saia do seu estado de inércia e cumpra seu dever.
Outrossim, é importante salientar que a mídia também detém um papel fundamental na superação deste problema. Consoante, Theodor Adorno, as empresas de comunicação têm o poder de influenciar na opinião pública e fazer com que determinados comportamentos e pensamentos possam ser mudados ou combatidos. Em vista disso, o silêncio das instituições midiáticas em relação às campanhas que informem sobre as mudanças que são ou devem ser feitas em sobre ao processo de atuação das companhias clássicas mostra-se um entrave na sua execução. Dessa maneira, a falta de informações a respeito do que precisa ser alterado ajuda na continuidade indesejada dessa mazela e seus efeitos.
Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve investir em propagadas físicas e virtuais que abordem o entendimento e o desenvolvimento sobre os processos que regem as organizações convencionais de trabalho, a fim de se tornar mais fácil realizar as mudanças tidas como necessárias nesse setor para que ele possa competir em equilíbrio com seus concorentes modernos. Isso pode ser feito por meio destinação de dinheiro arrecadado em impostos para que seja usado na construção de centros que reformulem as leis trabalhistas desses locais e também para campanhas que espalhem esses acontecimentos para tada a população. Somente assim, poderá haver uma rivalidade justa e amigável entre os ‘’novos e os velhos’’ postos de trabalho e, com isso, a Constituição Cidadã será respeitada.