Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 19/08/2021
No ínicio dos anos dois mil, um famoso taxista da baixada fluminense ganhou os corações brasileiros. Nesse sentido, o personagem fictício interpretado por Pedro Sampaio, conhecido como Agostinho Carrara, mostrou ao país alguns dos dilemas de ser um taxista em uma das metrópoles mais movimentadas do país. Fora da ficção, no período hodierno, além de terem que lidar sozinhos com os problemas relacionados a profissão, os taxistas agora são obrigados a conviver com a concorrência desleal dos aplicativos sem assistência governamental. Assim, conclui-se a inoperância estatal em ascensão que existe no fato de o Estado não conseguir conciliar de forma coerente e coesa as novas realidades contemporâneas.
Em primeira análise, segundo a obra francesa “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint Exupéry, marginalizar determinados grupos gera uma anomia social nefasta. Haja vista que, o indivíduo excluído começa a demonstrar sentimentos de não pertencimento e ansiendade, assim, por conta própria ele começa a buscar um mundo ideal, e essa busca incessante gera ainda mais desconforto. De maneira análoga, tem-se o príncipe da obra de Antoine, o pequeno não consegue viver bem porque não se sente parte integrante do meio. Dessa forma, no Brasil, os taxistas não conseguem se sentir parte integrante de uma sociedade que não considera um problema grave existir empresas pouco regulamentadas que fornecem serviços semelhantes ao dos taxistas, porém, com um preço menor.
Somado a isso, segundo o doutor em filosofia Thomas Piketty, enquanto a obtenção de lucro for a principal máxima da lógica capitalista globalizada, as desigualdades jamais serão superadas. Diante disso, ao analisar novas plataformas digitais que oferecem a praticidade do cosumidor realizar serviços que antes eram protagonizados por atendentes telefônicas, observa-se a ampliação de recursos por parte das empresas que utilizam as ferramentas digitais, e por outro lado, de maneira não tão positiva, verifica-se também que, gradativamente, as atendentes perderão seus postos de trabalho. Desse modo, conclui-se que, a obtenção de lucro desmedida que não leva em conta os parâmetros da desigualdade, é grande percusora de uma sociedade desigual e sem qualquer perspectiva de melhora.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Diante disso, cabe ao Ministério da Economia, por meio de uma PEC emergencial, investir na regulamentação trabalhista de profissionais que utilizam as plataformas digitais como meio de obtenção de renda. Para dessa forma, tornar mais igualitária a competitividade entre os que utilizam as plataformas digitais e os que não utilizam. Com isso, a sociedade brasileira trilhará um caminho que alcance um cenário de harmonia e integração, tal qual, o que o pequeno príncipe procurava.