Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 27/08/2021
De acordo com a História, ocorre, no século XXI, a revolução comumente chamada de Técnico-Científica-Informacional, que é reverberada pela ascenção das tecnologias de ponta, do uso de dados e, também, da velocidade das as trocas comerciais.No entanto, no Brasil, essa modificação causa, entre outros dilemas, a disputa por espaço entre empresas tradicionais e cooperações pós-modernas (as quais possuem, como modo principal de representação, os aplicativos), uma vez que a intervenção direta do Estado na economia fragiliza a existência simultânea das duas formas de atuação.
De fato, o crescimento do uso tecnológico pelas empresas, pautado no modelo liberal de produção, configura-se como fator imprescindível, hoje, à manutenção do mercado.Partindo desse pressuposto, cita-se Adam Smith, considerado pai do capitalismo, o qual defendera que, para um país ascender economicamente, a intervenção estatal deve ser ínfima, isto é, para que o crescimento industrial seja pleno, a carga tributária, bem como o controle dos órgãos públicos, devem ser reduzidos, pois, assim, o comércio possui auto-regulação e custos adicionais são prescindíveis.Salienta-se, em face disso, que a disputa de atuação entre empresas modernas e tradicionais ocorre, principalmente, devido à intensa regularização estatal presente no País, visto que, visando ao intenso controle, o Estado retira das indústrias a autonomia produtiva, dificultando, desse modo, o desempenho pleno.
Além disso, cumpre ressaltar que o confronto existente entre os aplicativos e as cooperações tradicionais atua como agente que maximiza as desigualdades sociais, uma vez que nações consideradas emergentes, por não possuírem amplo aparato de tecnologia de ponta, são consideradas desguarnecidas do cenário de disputa mundial.Nesse contexto, infere-se que o Brasil - país subdesenvolvido - é caracterizado pelo tímido investimento em tecnologias, além de possuir um nocivo sistema de cobrança de tributos, fatores que, no que se refere ao crescimento industrial, dificultam a coexistência pacífica e economicamente estável entre as duas formas empresariais em destaque.Depreende-se, logo, que os investimentos em ciência, considerados insuficientes, unidos à elevada carga de impostos, dificultam o desenvolvimento das coperativas - modernas ou tradicionais.
Evidencia-se, portanto, que o Poder Executivo deve simplificar a carga tributária cobrada às empresas - sobretudo de pequeno e de médio porte - tornando os impostos únicos e, também, cobrando-os de maneira pontual - semestralmente.Assim, as empresas - contemporâneas ou não - possuirão maior autonomia e mais recursos para progredirem de forma simultânea.Concomitantemente, o Ministério da Ciência e da Tecnologia, por meio do fornecimento de verbas públicas às universidades, deve incentivar a produção científica voltada ao crescimento do conhecimento tecnológico aplicado à indústria.