Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 27/08/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai em relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, pois mesmo que o avanço da revolução tecnológica influa positivamente na econonima e na sociedade, uma vez que o desenvolvimento de aplicativos, quando comparados à empresas tradicionais, favorece uma maior comodidade e conforto aos consumidores, ainda é perceptível inúmeras falhas nesse novo “estilo de vida”. Nesse contexto, deve-se analisar não só um ponto positivo, mas também um ponto negativo que essa tecnologia oferece.
Em primeiro lugar, é cabível ressaltar que a globalização muda a maneira de como ver o planeta, posto que ela está em constante evolução. Conforme a citação do inventor e fundador da Apple, Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Com isso, é preciso salientar que a expansão das novas tecnologias, promove uma melhoria na qualidade de vida das pessoas que desfrutam dela, visto que vive-se na quarta revolução industrial, que busca melhoria da produtividade, a eficiência e uma maior qualidade nos processos, além da competitividade ao desenvolver produtos de uma maneira personalizada que satisfazem as necessidades das pessoas que consomem os produtos ou serviços. Nesse sentido, observa-se um dos pontos que fazem as pessoas optarem pela escolha de aplicados ao invés de empresas tradicionais, dado que a industria 4.0 traz uma customização, produtos personalizados com custos acessíveis e uma boa qualidade.
Soma-se a isso, um ponto negativo que a quarta revolução industrial impõe. É imprescindível pontuar a teoria proposta por um importante naturalista, Charles Darwin, em que baseia-se na proposição de que os organismos mudam e que o meio, por ação da seleção natural, seleciona os seres mais bem adaptados. Sob esse viés, é válido destacar que essa teoria ultrapassa os âmbitos sociais e biológicos, e entra no meio tecnológico, no qual aqueles que não se adptarem não conseguirão espaço no mercado de trabalho. Dessa maneira, cabe citar a tamanha desigualdade social, e o quão negativa ela é, nesse cenário, haja vista que as pessoas que não possuem condições socioeconômicas possam fazer o uso dessas tecnologias, ficarão para trás, aumentando, ainda mais, a discrepância social.
Logo, entende-se que a problemática urge por medidas interventivas, pois é de cunho social. Dessa forma, é dever do Estado, em parceria com o Ministério da Educação, tornar mais amplo o acesso à tecnologia por meio de investimentos em programas tecnológicos e em cursos que preparam para esse meio, tendo como principal objetivo atenuar a desigualdade que os avanços tecnológicos propõem. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esetja para o bem coletivo, como pautava Aristóteles.