Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 27/08/2021
Com o advento da 4ª Revolução, ou Revolução 4.0, nos anos 70, a evolução tecnológica cresceu exponencialmente,promovendo o constante desenvolvimento do mundo globalizado,prova disso é a grande funcionalidade da internet e da Inteligência Artificial (IA) na contemporaneidade, dado que ela proporciona várias ferramentas que facilitam a vida dos indivíduos, como a criação de aplicativos, por empresas multinacionais,que prestam servições importantes para todos, por exemplo a Uber e a Netflix. Nesse sentido, é notório que essa nova forma de atendimento ao cliente, por meio de plataformas digitais, gerou benefícios, como a geração de mais empregos e a praticidade no cotidiano, e malefícios, como o isolamento de alguns indivíduos.
Sob esse viés, é fundamental salientar que o desenvolvimento de ferramentas digitais que presta serviços à população cresce continuamente, gerando ainda mais possibilidades de emprego e trazendo ainda mais funcionalidades e praticidade na vida de todos. Diante disso, fica evidente que somente o modo de trabalho tradicional não é mais suficiente para se manter a mesma produção de anos atrás, visto que a concorrência, na contemporaneidade, aumentou e tornou-se mais tecnológica, visando melhor atender a demanda de seus clientes e acelerar o atendimento. Desse modo, o constante desenvolvimento tecnológico proporciona o aumento de novos empregos e novas experiências para os indivíduos, mas também interfere nas relações de trabalho tradicional,como é o caso da empresa Uber, que diminuiu drasticamente a frota de táxis no Brasil.
Ademais, é válido ressaltar que o grande número de novos aplicativos e o decréscimo nos serviços tradicionais, gera o afastamento de uma parte da população, dado que muitos indivíduos não tem acesso à internet e, por conseguinte, não possuem um meio que as liguem aos novos aplicativos. Segundo a Agência Brasil, cerca de 39% dos brasileiros não possuem acesso à internet, o que impede o acesso a aplicativos de serviços e cria um tipo de isolamento, o tecnológico. Dessa maneira, é condição ‘‘sine qua non’’ que todos os indivíduos possuam os mesmos meios para acesso a esses novos serviços, tendo em vista a imprescindibilidade de se existir um caráter de isonomia entre todos.
Portanto, faz-se mister que o Estado realize a democratização do acesso á internet, instalando essa ferramenta em todos os locais públicos, por meio de mais investimentos financeiros, com a finalidade de garantir que todo cidadão tenha o direito de acessar a internet, fazendo uso de seus benefícios, e, assim, promover o desenvolvimento e garantir uma sociedade baseada na isonomia. Outrossim, o Poder Público, em parceria com o Ministério da Educação, também deve realizar projetos educacionais nas escolas e universidades, com a finalidade de incentivar a educação digital.