Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 27/08/2021
Uber, Ifood, Netflix. Nomes que surgiram e se popularizaram de forma exponencial após a Revolução Técnico Científico Informacional. De fato, a figura dos aplicativos, resultado dos avanços tecnológicos advindos do pós Guerra Fria trazem consigo o barateamento dos custos, personalização do produto ou serviço oferecido e praticidade para o consumidor e empregador. Em contrapartida, nota-se que como consequência da disseminação dos apps e do que esses representam no momento hodierno brasileiro, o trabalho informal é alavancado, por vezes, de forma desumana, fazendo com que esse tema necessite ser visto de forma crítica.
Frente a essa realidade, entender como as vantagens dos aplicativos se sobrepõe, inúmeras vezes, ao das empresas tradicionais e como isso as afeta e afeta o mundo do trabalho, é fundamental. Realmente, segundo pesquisa da Docmanagement, aproximadamente 40% dos brasileiros instalam aplicativos com frequência. Realmente, os preços mais baixos e a possibilidade de velocidade e personalização oferecidos pelos aplicativos, são atrativos para os usuários brasileiros, que buscam alternativas rápidas para suas necessidades - o que, por vezes, não é possível com a rigidez típica das empresas tradicionais - visto que vivem em uma sociedade efêmera, assim como afirmou o sociólogo e filósofo polonês, Zygmunt Bauman.
Como resultado da Revolução Científica e Tecnológica o mundo do trabalho sofre alterações, como o aumento da informalidade ou uberização do trabalho. Efetivamente, a Quarta Revolução Industrial exige uma mão de obra cada vez mais qualificada e especializada, o que, no Brasil, frequentemente não é fomentado pelo poder estatal. Em vista disso, percebe-se que os índices de demissões nas empresas tradicionais aumentam, fazendo com que milhares de pessoas migrem para o serviço em aplicativos - popular e não burocrático - que, frequentemente, não humanizam o trabalhador ou garantem seus direitos trabalhistas. Prova disso são as não raras notícias sobre a fragilização das leis trabalhistas que o fenômeno da uberização proporciona.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser postas em prática, para se obter um equilíbrio saudável e seguro para o tradicional e para o inovador. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, modificar a base curricular, por meio do acréscimo de aulas práticas de educação profissionalizante, bem como de empreendendorismo. Ademais, é função do Poder Judiciário, propor PEC´s que regulamentem e humanizem o trabalho dos brasileiros que oferecem seus serviços por meio de aplicativos, através de acordos com os mesmos, a fim de se obter uma relação consumidor, empregador, trabalhador, tadicionalismo e inovação igualitária e justa.