Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

Enviada em 27/08/2021

A série “Upload” retrata uma sociedade tomada pela tecnologia, onde carros andam sozinhos e as pessoas, ao falecerem, continuam “vivas” dentro de um software. Fora da ficção, é evidente que a Quarta Revolução Industrial está trazendo diversas transformações globais e uma delas é o embate entre empresas tradicionais e de aplicativo.

Mormente, é notório destacar que a variedade de vantagens, como qualidade e preços mais baixos, que as empresas de aplicativos trazem, acaba por diminuir a procura das pessoas pelos meios tradicionais e por gerar atritos entre esses dois opostos. Nesse viés, conforme dissertou o contratualista Rosseau, em sua Teoria do Contrato Social, o Estado deve resolver todas as mazelas sociais para que relações harmônicas sejam instauradas. Porém, contata-se a contrariedade a ideia de Rosseau quando a competição entre esses dos meios é desleal, visto que os aplicativos não pagam impostos, não têm vínculo com o trabalhador e não estão submetidos às leis trabalhistas, enquanto os de empresas tradicionais são.

Ademais, é válido analisar o fator social na problemática. Como os aplicativos não têm vínculo com o trabalhador, os direitos do mesmo não serão efetivados, resultando na precarização do trabalho. No livro “Homo Deus”, de Yuval Harari, o autor especula como a humanidade estará a alguns anos com o advento da tecnologia e os benefícios e malefícios que ela trará. Sobre isso, é perceptível que muitas carreiras desapareceram e tendem a desaparecer por não acompanharem as mudanças, logo, é preciso que as novas profissões sejam formalizadas e regulamentadas.

Diante dos fatos supracitados, faz-se mister buscar ações para neutralizar esse quadro. Em primeiro plano, o Ministério do Trabalho deve regularizar o trabalho dessas pessoas que trabalham com aplicativos, juntamente com as empresas, criando leis e fazendo valer a CLT para que seus direitos sejam garantidos. Além disso, é preciso exista uma igualdade no pagamento de impostos para uma concorrência justa. Dessa forma, uma sociedade harmoniosa será viabilizada.