Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

Enviada em 27/08/2021

Desde a primeira fase da Revolução Industrial, o mundo acompanha a produção em larga escala e a estocagem dos produtos, o que fez com que os preços caíssem. Dessa forma, percebe-se que o advento da tecnologia contribui significativamente para a economia global e indaga questionamentos sobre os benefícios da existência de duas formas de prestação de serviços: As empresas tradicionais versus os aplicativos na revolução tecnológica em questão do século XXI, já que, mesmo dando melhor remuneração aos prestadores e garantindo economia aos usuários com um menor custo dos serviços, a tecnologia não impede a livre concorrência do mercado, mas prejudica empresas.

Sob essa óptica, o descaso governamental e a falta de políticas públicas eficazes fazem com que  essa forma de consumo se perpetue. Sob esse viés, o filósofo Friedrich Hegel afirma que o Estado deve proteger seus “filhos”, máxima que elucidada o dever do governo de criar iniciativas que favoreçam serviços acessíveis e eficientes à população, o que não acontece de forma plena, uma vez que, com o valor atual do transporte público, em alguns casos, é mais confortável pagar por um serviço privado que pode ser mais barato, mais rápido e mais seguro em cenários como o atual causado pelo COVID-19, no qual o alto risco de contaminação em lotações coletivas faz com que aplicativos de transportes, como o Uber, sejam uma opção melhor. Dessa forma, vê-se que a vulnerabilidade a qual população é exposta pela ineficiência dos governos é atenuada pelo advento da tecnologia e do mundo globalizado.

Além desse entrave, as formas de trabalho abusivas e mal valorizadas fazem com que trabalhadores de alguns setores prefiram prestar serviços para plataformas. Sob esse prisma, o pensador Thomas Hobbes diz que o homem é o lobo do homem, o que evidencia que a não colaboração da sociedade deve gerar impactos negativos para ela mesma. Assim, quando uma empresa não valoriza seus funcionários, ela colabora para que este busque outra forma de trabalho que traga mais benefícios, como é o exemplo de Dante Botelho que, em entrevista à Tv Cultura, disse que no serviço de aplicativo, conseguia receber mais do que o dobro do que recebia em uma empresa física. Assim, evidencia-se que a tecnologia tem papel de inovação comercial e beneficia funcionários.

Portanto, é imperativo criar políticas que perpetuem o funcionamento desse tipo de comércio. Logo, é dever do Estado, em conjunto com os sindicatos, criar projetos que garantam o pleno funcionamento dos aplicativos e das empresas tradicionais por meio do Plano Nacional de Desenvolvimento Orgânico- fazendo com que a tecnologia se desenvolva sem atrapalhar as formas tradicionais de comércio- a fim de que haja benefícios para toda a sociedade.