Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

Enviada em 27/08/2021

A Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra, a partir do século XVIII, e que se espalhou pelo mundo, causando grandes mudanças. Fora desse contexto histórico, é exatamente isso que observamos na quarta fase dessa Revolução, na “guerra” entre tecnologia e tradicionalismo. Diante disso, faz-se necessário analisar a postura política e social frente a essa ideia.

Decerto, é valido analisar a postura do Estado e seus deveres diante da nova revolução tecnológica. A esse respeito, o contratualista John Locke dissertou que é dever da arena pública garantir os direitos básicos do cidadão, dentre eles, a dignidade. Inquestionavelmente, a mudança do cenário global diante das novas tecnologias vem alterando inúmeros meios, como por exemplo o transporte, gerando um mercado concorrido e de qualidade. No entanto, no Brasil tais mudanças não são realidade para todos. Prova disso, são as 40 milhões de pessoas que não tem acesso a internet, segundo dados do IBGE 2019, e que, automaticamente, não ultilizam de privilégios da nova revolução tecnológica, virando reféns do tradicionalismo. Assim, percebe-se que a dignidade anunciada por Locke não se sustenta em países subdesenvolvidos na atualidade.

Outrossim, a sociedade tem papel fundamental na batalha entre técnologia e tradicionalismo. Nesse viés, o cientista Albert Einstein afirmou que a tecnologia excedeu a humanidade. Seguindo esse pensamento, é notório que a mudança tecnológica no século XXI trouxe inúmeras conquistas, dentre elas, a livre concorrência, a interação instantânea entre os países, dentre outros. Porém também acarretou mazelas, como o desemprego e a extinção de antigos meios de renda, principalmente, para os indivíduos que não buscaram caminhar lado a lado com a revolução tecnológica. Sob essa óptica, pode-se afirmar que a mudança de postura em parte do corpo social é imprescindível, para que a nova revolução tecnológica seja realidade para todos.

Portanto, o Ministério da Tecnologia em parceria com a mídia alternativa e tradicional,  cumprindo seu papel de influenciador, deve, por meio de influenciadores engajados e programas de maior audiencia, promover uma série de discursões no ambiente social acerca da nova revolução industrial, seus benefícios para o desenvolvimento do País, como a geração de empregos autónomos, e os avanços globais, usando como exemplo páises desenvolvidos que tiveram seus índices de vida alavancados, por adotarem medidas extremamente tecnologicas. Além de financiar o acesso a internet as classes marginalizadas, garantindo o acesso de toda a população. Dessa forma, alcançaremos a dignidade anunciada por John Locke.