Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 22/10/2021
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que aplicativos e empresas tradicionais disputam a atenção dos clientes na era da tecnológica revolucionária do século XXI, dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da precária fiscalização da política de concorrência, quanto do atraso informacional das empresas tradicionais em relação aos aplicativos estrangeiros. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que a concorrência discrepante deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o funcionamento pleno da sociedades, entretanto, isso não ocorre no século XXI. Devido à falta de atuação das autoridades, a fiscalização da política da concorrência no mercado é a causa do conflito entre aplicativos estrangeiros e empresas tradicionais, uma vez que as últimas passam a competir em posição de desvantagem. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o atraso no desenvolvimento estratégico das empresas tradicionais nacionais como promotor do problema. De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), os brasileiros estão comprando cada vez mais em sites e apps, e o motivo disso é a facilidade e o curto prazo de entrega. Partindo desse pressuposto, as companhias nacionais se encontram um passo atrás, uma vez que a variedade de opções estrangeiras são infinitamente maiores, e fatores como custo e prazo de entrega são muito similares aos encontrados lá fora. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o atraso no desenvolvimento estratégico contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte com o intuito de mitigar a concorrência discrepante do mercado, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que por intermédio do Ministério da Economia, principal órgão responsável pelo mercado brasileiro, que será revertido em fiscalização da política da concorrência. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das empresas tradicionais, e a coletividade alcançará a Utopia de More.