Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI
Enviada em 24/03/2022
Com a Quarta Revolução Industrial, a “internet das coisas” passou a permear todas as esferas da sociedade contemporânea. Entretanto, esse avanço desenfreado pode incitar retrocessos em atividades essenciais da sociedade. No Brasil, a reforma trabalhista, em simultaneidade com o surgimento de aplicativos de serviço, produziram involução, o que não acontece em outros países de modelos econômicos alternativos, que podem ser exemplos a se seguir.
Primordialmente, é necessário ressaltar que o avanço dessas tecnologias sem a devida regulação pode gerar prejuízos à classe trabalhadora do país. Sob esse víes, a reforma das leis de trabalho do Governo Michel Temer marcou um ponto virada sobre os direitos trabalhistas, pois as flexibilizou radicalmente. Nesse sentido, após a reforma, as situações de trabalho passaram a ser mais precarizadas, pois para os indivíduos demitidos e sem chance de emprego, os aplicativos servem como válvula de escape, mesmo oferecendo condições de trabalho insalubre. Assim, percebe-se que a expansão sem freio das atividades desses serviços aumentam a depreciação da vida dos cidadãos.
Apesar disso, países com sistemas como o da China mostraram-se serem inaptos ao funcionamento pleno dessas empresas, com essas tendo que se adaptar, como a Uber. Isso acontece por que a China é socialista, sistema teorizado por Karl Marx e Friedrich Engels, se definindo pelo domínio dos meios de produção e do Estado pelos trabalhadores, não havendo classe que lucro só, como no Brasil. Por isso, mesmo havendo empresas inseridas na Quarta Revolução nesse país, como a Xiaomi, não há debilidade das relações trabalhistas, pois não há possibilidade de super-exploração. Portanto, fica evidente que para a coexistência saudável, é necessário que haja limitações a essas donas de aplicativos.
Diante disso, fica evidente os impasses na relação entre tecnolgia, empresas e aplicativos. Logo, caberá ao Ministério da Economia e o do Trabalho e Previdência, em conjunto com o Congresso, aprovar uma nova reforma. Isso deve ser feito por meio da convocação de sindicatos nacionais, onde seus pedidos devem ser ouvidos e incluídos na lei, para que seja possível o amálgama entre essa nova geração de empresas e relações saudáveis de trabalho