Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

Enviada em 18/10/2022

Com o adendo da Revolução-Técnico-Informacional, no século XX, a sociedade submeteu-se a impactantes mudanças no que tange o âmbito tecnológico - evi-denciando como principal nova ferramenta a internet. Assim, por intermédio da mesma, a nova revolução tecnológica -dessa vez no século XXI- contrasta dois seg-mentos da sociedade atual: aplicativos e empresas tradicionais. Onde, no entanto, apesar dos aplicativos demonstrarem a inovação e a evolução do mercado, corro-boram à exposição de uma sociedade excludente e segregadora.

Mormente, a falta de acesso aos meios para utilização dos aplicativos reforça a concepção de uma sociedade desigual em direitos. Assim, como diz o historiador contemporâneo José Murilo de Carvalho, para que haja uma cidadania completa é necessário a coexistência de direitos civis, políticos e sociais. Desse modo, a cidada-nia desses indivíduos mostra-se incompleta, ao passo que, no cotidiano tornam-se lesados e não possuem plena opção de escolha. Acabam, por fim, restringindo-se, muitas das vezes, por uma mesma empresa na tomada de decisão.

Em contra-partida, apesar de apresetarem-se inacessíveis a parte da popula-ção, os aplicativos e as disputas que esses geram, agregam qualidade ao merca-do, trazendo à luz a importância dessa problemática ao Estado. Em similaridade a Corrida Espacial e Armamentista ocasionada devido a Guerra Fria, - gerando avan-ços aos setores - há, atualmente, a corrida tecnológica empresarial, no qual a busca por inovações em valores, qualidade e conteúdos tornam o mercado atrativo e des-pertam consequências benéficas ao poder de escolha do homem moderno.

Como análise final, nota-se, portanto, a indubitável necessidade de medidas governamentais. Dessa forma, cabe ao Poder Executivo Federal, por meio do Ministério da Cidadania, em parceria com prefeituras e subprefeituras, a criação do projeto “Cidade Conectada”, ao qual por meio da liberação de subsídios deverá garantir o acesso à internet de qualidade às famílias baixa-renda, além de fornecer um telemóvel - aparelho eletrônico chamado de “celular”-, por família. Para que, desse modo, exista a cidadania completa dinfundida por José Murilo de Carvalho bem como a possiblidade de escolha no mercado que a disputa aplicativos x empresas tradicionais pode trazer à sociedade.