As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/04/2022

Durante o regime nazista na Alemanha, muitos cientistas perseguidos como Albert Einstein fugiram para outros países a procura de melhores condições. Atualmente, um cenário similar ocorre no Brasil, em que muitos pesquisadores migram para outras regiões. Esta situação negativa ocorre devido a falta de incentivo governamental na área acadêmica, aumentando a “fuga de cérebros” no país. Entretanto, as consequências deste fenômeno podem ser severas, pela diminuição da competitivadade da economia e uma ausência de avanços científicos no país.

Primeiramente, a falta de apoio ao sistema acadêmico é um fator pertinente. Para tal, pode ser analisada a idéia panóptica de Michel Foucault, que acreditava na influência estatal no pensamento do indivíduo. Devido a falta de valorização estatal ao ensino público, como escolas e faculdades, cria-se a mentalidade que o investimento pessoal na educação não seja importante. Esta idéia gera uma falta de procura nacional em especializações como mestrados e doutorados, e faz com que os indivíduos que procurem tais áreas sejam incentivados a saírem do país.

Adicionalmente, a emigração de pesquisadores acarreta severos problemas econômicos, principalmente na Quarta Revolução Industrial. Este fenômeno atual é marcado pelos incentivos as pesquisas e aos tecnopolos, fatores ausentes no Brasil devido ao sucateamento das faculdades e a precarização dos centros de pesquisa. Estas situações geram uma falta de inovações científicas no país, tornando a economia antiquada e, consequentemente, agravando problemas econômicos.

Portanto, o fenômeno da “fuga dos cérebros” deve ser combatido. Para tal, o Ministério da Educação deve aumentar os investimentos nas faculdades, aumentando o número de vagas de admissão e aumentando o valor de bolsas de pesquisa, a fim de incentivar a entrada de adultos ao ensino superior e, consequentimente, fortalecer a formação acadêmica. Paralelamente, o Ministério da Ciência -principal encarregado da inovação tecnológica- deve formentar a criação de centros de pesquisa e tecnopolos, assim gerando avanços neste setor e, consequentimente, aumentando a competitividade econonômica nacional. Com estas ações, histórias como a de Albert Einstein podem ser evitadas.