As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/04/2022

A Revolução Tecnocientífica iniciada a partir da segunda metade do século XX proporcionou mudanças nos setores de produção em todo o planeta.Paralelamente, no Brasil tal processo também ocorreu, a insercção das novas tecnologias e o rápido crescimento da internet foram determinantes nessa nova era. Entretanto, o país sul-americano ainda não apresenta um ambiente propício capaz de evitar a problemática persistente da fuga de cérebros,pois situa-se em um quadro de instabilidade política e econômica. Desse modo, a longo prazo as consequências tendem a ser o atraso tecnológico e a escassez de mão de obra qualificada.

Diante disso, em primeira análise, a tecnologia traz vantagens competitivas aos países inseridos na lógica do Capitalismo Global ou Informacional. Nesse sentido,

o pensador italiano Antonio Negri defende, em seu livro “Império”, que a nova realidade sócio-política do mundo está baseada em relações tecnológicas capazes de obter dados para então alocar capitais com eficiência e consolidar hegemonias econômicas. Todavia, o Brasil apresenta um programa limitado de desenvolvimento tecnológico, oriundo de um ambiente de insalubridade que carece de recursos e consequentemente provoca a saída de profissionais do país.

Ademais, a insistente crise econômica que assola o país perpetua um quadro crescente de desemprego. Sob esse viés, profissionais capacitados muitas vezes não possuem oportunidades no mercado de trabalho brasileiro, prova disso é a pesquisa realizada pelo jornal O Tempo que aponta crescimento de 40% da fuga de profissionais nos últimos 4 anos. Se caso, o ambiente de insegurança e insalubridade for solucionado, as consequências poderão ser remediadas.

Portanto, políticas públicas devem ser aplicadas afim de barrar possíveis cenários proporcionados pela saída de mão de obra do país. Incube, ao Ministério de Ciências e Tecnologia, em conjunto do Ministério da Educação, garantir recursos para pesquisas, a partir de parcerias com o setor privado, que visem a permanência do profissional e ao mesmo tempo forneçam a estrutura necessária.Por fim, ao Ministério da Economia, cabe solucionar a então crise econômica , proporcionando estabilidade aos profissionais que permanecerão.