As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 15/04/2022
Advinda da falta de investimentos em pesquisa e nas universidades, a fuga de cérebros - a emigração de cientistas para, normalmente, países desenvolvidos - é um problema palpável no Brasil. Como consequência dela há uma estagnação na evolução da ciência no país e, consequentemente, problemas na saúde e economia.
Mormente, há um retardo no desenvolvimento científico no país proveniente da falta de investimento em pesquisa. De acordo com o relatório de ciência da UNESCO nos ultimos anos houve um aumento de cerca de 19% na média mundial de investimento em pesquisa, na contramão disso o Brasil tem investido a menor quantia em 12 anos. Com isso, muitos cientistas acabam perdendo suas bolsas e financiamentos de pesquisa e encontram como solução mudar-se para países que possuem maiores índices de aplicação financeira em pesquisa e, por consequência, o desenvolvimento científico do Brasil se estagna.
Por conseguinte, o país se torna mais vulnerável a crises econômicas e sanitárias. No ano de 2020, por exemplo, com a ocorrência da pandemia de SARS-CoV-19 houve uma grande necessidade do auxílio da ciência. No Brasil, apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 um grupo de cientistas coordenado pela biomédica Jaqueline Goes de Jesus, que estava trabalhado em tecnicas de decodificação de genes, mapeou o genoma do vírus gerando mais informações para trabalhar com ele. Contudo, em uma realidade futura, por conta da fuga de cérebros, é possível que esse auxílio não esteja disponível para a proxima crise, assim, afetando a saúde da população, indústria e agronegócio.
Portanto, é mister que providências sejam tomadas para melhorar o quadro atual. O MEC e o Ministério da Economia, orgão responsável pela política econômica do país, deve, por meio de incentivos fiscais, estimular empresas privadas,-principalmente agroindustriais, organizações de agronegócio e empresas farmacêuticas - a investir em pesquisas e pesquisadores. Dessa forma, haverá uma diminuição da fuga de cérebros no Brasil.