As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 06/04/2022
Na visão de Aristóteles, a família e a cidade são suficientes para satisfazer as necessidades básicas do ser humano. Contudo, a fuga de cérebros, caracterizada pela saída dos melhores pesquisadores e profissionais do país, vem fazendo com que a população brasileira não usufrua dos benefícios do desenvolvimento científico. Assim, a desvalorização da ciência, característica da nação, acarreta dependência tecnológica e econômica, o que impacta de maneira direta o futuro do Brasil.
O biológo Carlos Chagas foi quem descobriu a doença de Chagas, doença responsável por reduzir a expectativa e a qualidade de vida de uma população tropical como a brasileira. No entanto, pouco se conhece a respeito desse pesquisador, mesmo sendo um dos principais brasileiros a se aproximar de vencer um prêmio Nobel. Nesse contexto, é perceptível a desvalorização da ciência, uma vez que, há uma escassa disseminação de temas científicos e baixos investimentos governamentais na área. Desse modo, profissionais que almejam descobertas e melhorias em seus recpectivos âmbitos, não encontram a ajuda necessária do governo para desenvolver os seus trabalhos, o que causa a estagnação da sociedade brasileira.
Ademais, o atraso ao vacinar a população contra a COVID-19 representa a dependência tecnológica e econômica que o Brasil possui. Pois, com a fuga de cérebros, tecnologias que poderiam estar atuando na nação, são desenvolvidas em países estrangeiros e consequentemente, patenteadas por lá, o que dificulta o acesso amplo. Dessa maneira, com processos custosos e burocráticos, a população é privada de medicamentos mais baratos e mais rápidos, de tecnologias futuras que poderiam melhorar os índices de qualidade de vida do Brasil.
Portanto, para que a problemática seja resolvida, é necessário ação. Empresas privadas em parceria com as universidades públicas, devem criar bolsas de pesquisa para financiar os trabalhos de cientistas, além disso, criar contratos próprios com países desenvolvidos, através de acordos sociais. Dessa forma, o a própria faculdade oferecerá recursos para que os cientistas permaneçam, e ampliará o acesso às novas tecnologias.