As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/04/2022

Em meados dos anos 60, o pesquisador da USP Sergio Ferreira descobriu que o veneno da jararaca possuia uma substância capaz de diminuir a pressão arterial. No entanto, as empresas brasileiras não tiveram capacidade tecnológica para levarem o trabalho adiante e a síntese do importante fármaco “Captopril” foi realizada por uma farmacêutica norte-americana, que deteve todos os lucros desde então. Esta situação perdura nos dias de hoje e a evasão de intelectuais e mão de obra qualificada para fora do Brasil configura um problema para o futuro do país.

No que se refere a este obstáculo, a diminuição de verbas para tecnologia tem sido frequente ao longo dos anos e pesquisadores universitários necessitam conviver com instabilidade financeira e instrumentos de trabalho precários, o que desmotiva e desacelera a produção de ciência e tecnologia no país. Frente a isso, propostas internacionais tornam-se cada vez mais atrativas, aliadas a qualidade de vida de muitos países comparadas ás do Brasil.

Com a fuga dos cérebros aliado a atual crise, o Brasil afasta-se cada vez mais da excelência econômica e inovação, o que poderá configurar um futuro desesperançoso para o jovens e envelhecimento populacional com consequente falta de mão de obra qualificada. De acordo com Confúcio, filósofo chinês, “Não corrigir falhas é o mesmo que cometer novos erros” e os erros do governo brasileiro podem ser irreversíveis em um futuro não tão distante.

Até então existe uma visão governamental errônea em frente ao investimento em tecnologia e inovação. É preciso incentivo à produção nacional científica e industrial, bem como a qualidade de vida para que casos como o do “Captopril” passem a ser obsoletos. Cabe ao Ministério da Tecnologia e Economia garantir subsídio a indústrias internacionais e espaço para que cada vez mais vagas sejam ocupadas pela população. Garantindo assim amparo e oportunidades aos cérebros sonhadores brasileiros.