As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/04/2022
Durante o século XX, houve um intensa migração de nordestinos. Essa situação precarizou a economia das cidades de origem, em virtude da redução na mão de obra e desinteresse comercial. De modo análogo, observa-se a latente fuga de cérebros no país e a consequente criação de imbróglios, devido ao aumento da dependência do cenário internacional no âmbito de ciência e tecnologia, aliado à ampliação da produção de “commodities”.
Sob essa ótica, vale ressaltar o crescimento das importações de produtos de alta tecnologia como consequência da evasão de cérebros do território nacional. Isso ocorre porque a mitigação das ofertas de profissionais gera uma repulsão às empresas, as quais recorrem à implantação de unidades em países com altos investimentos no setor científico, cujas vagas, geralmente, são ocupadas por imigrantes dos países de repulsão. Essa realidade pode ser ratificada, de modo semelhante, por meio da análise da criação do primeiro avião, realizada pelo mineiro Santos Dumont, o qual a concretizou em território francês, devido à ausência de suporte estatal para o setor em prol da valorização dos cafeicultores.
Ademais, nota-se que a consequente ampliação da produção de “commodities” decorre da fuga de intelectuais do cenário brasileiro, o que retrai o desenvolvimento econômico. Isso ocorre devido à influência das elites agropecuárias no meio político, a fim de obter vantagens ambientais e fiscais, assim promove a redução dos investimentos nos setores de educação, o que induz a migração dos profissionais. Esse cenário pode ser confirmado, de maneira análoga, por meio da primeira obra lançada pelo empresário Israel Sallmen, o qual relata que após conclusão do curso superior, seus colegas buscaram oportunidades em outros países, pois não era viável atuar no Brasil.
Portanto, torna-se imprescindível que o Ministério da Economia promova o projeto Emprega+, o qual reduzirá em até 90% os impostos totais sobre as empresas que optarem pela contratação de funcionários recém formados brasileiros e oferecerem remunerações superiores ao piso nacional. Assim, a longo prazo, mitigará a imigração de brasileiros para outros países e previnirá a precarização da economia e a sua consequente dependência internacional.