As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/04/2022
Como dizia Albert Einstein, uma mente que se abre a novas descobertas, jamais retorna ao seu tamanho original. Ou seja, o conhecimento é contínuo, sendo sua valorização fundamental para o desenvolvimento econômico, sociocultural e tecno-lógico de uma sociedade. No entanto, no Brasil, a ausência de incentivo à educa-ção, sobretudo nos níveis de pós-graduação, tem resultado na saída de profissiona-is para outros países em busca de melhores qualidades de vida e trabalho.
Nesse contexto brasileiro, as universidades federais, responsáveis pela formação da maior quantidade de cientistas do país, não recebem o orçamento mínimo para a manutenção da infraestrutura necessária à realização das pesquisas das mais di-versas áreas do conhecimento. Além disso, não conseguem arcar com despesas básicas como, por exemplo, material de limpeza e seus pesquisadores não possu-em recursos suficientes para a aquisição dos insumos para seus experimentos.
Somado a essa realidade, os cientistas brasileiros sofrem com a insegurança de cortes de verbas, bem como estão sujeitos à falta de reajustes anuais de suas bol-sas de pesquisa e não tem garantia de contribuição previdenciária, o que faz com que a escolha pela área acadêmica e de pesquisa seja extremamente arrisca-da em relação à segurança financeira.
Sendo assim, torna-se necessário que o governo brasileiro retome os investimen-tos para a área da ciência e tecnologia, evitando assim, a chamada “fuga de cére-bros”, uma vez que as pesquisas e descobertas realizadas por esses profissio-nais podem contribuir imensamente para o desenvolvimento interno do país. Ade-mais, existe a possibilidade de criação de patentes e exportação para outras na-ções, o que traria recursos e investimentos para o Brasil.
Portanto, visando a permanência dos cientistas no país, o Governo Federal deve aumentar o repasse de verbas para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, de forma que esse possa redistribuí-las para as instituições de pesquisa, as quais terão a oportunidade de concluir adequadamente os seus estudos vigentes. Ou-trossim, é preciso estimular as bases da educação, inserindo disciplinas no ensino básico que expliquem a importância da ciência para o Brasil e para o mundo.