As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 15/04/2022
No capitalismo do século XVII, os países subdesenvolvidos exportavam a matéria-prima para os desenvolvidos, os quais geravam produtos que alavancavam a economia. Analogamente, nota-se a representação disso no século XXI, quando os pesquisadores direcionam-se para o exterior a fim de ter o seu material valorizado e transformado em algo concreto. Em consequência desse deslocamento, o Brasil perde potenciais inovações e se torna, cada vez mais, dependente técnico de outros países
Primeiramente, é preciso entender as causas e resultados da fuga das mentes qualificadas. De acordo com o pensador Jean Piaget, a meta da educação é criar homens inventores e descobridores. Entretanto, tais homem não se fazem através de criações de papeis, logo a educação também é responsável por sua atuação. Todavia, devido a falta de mercado, concurso e a instabilidade nas bolsas, pesquisadores tem levado suas ideias para o exterior, ao local que encontra nesses papéis a tecnologia do futuro. Por conseguinte, o Brasil, embora capacite homens, perde competitividade e potenciais tecnologias para o progresso que estampa em sua bandeira.
Em segundo lugar, percebe-se que com a perda de competitividade, há dependencia da tecnologia exterior. Isso ocorre, pois, antes o círculo virtuoso da pesquisa que gera tecnologia e, em sequência, geram-se mais pesquisas através da tecnologia, foi quebrado. Decerto, tornou-se vicioso, visto que a mão de obra
Diante desse contexto, são necessárias medidas de intervenção na fuga dos cérebros brasileiros. Tendo essa meta em vista, cabe ao ministerio da ciencia e tecnologia, em parceria com o ministerio da economia, estimular a pesquisa e o desenvolvimento a partir do direcionamento de verbas que garantem a estabilidade da bolsa até a finalização da pesquisa. Além disso, tornar o pesquisador um profissional, o qual possui direito a aposentadoria, contribui para mitigar saída do país e, dessa forma, impulsionar o Brasil em direção ao desenvolvimentismo.