As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/04/2022

No século XX, surgiu a Revolução Técnico-Científico-Informacional que modernizou os métodos industriais da época. Diante disso, os países que mais investiram em desenvolvimento científico se destacaram economicamente por terem mais conhecimentos específicos . Contudo, no Brasil, desde o século XX pouco se buscou ampliar os conhecimentos da população para otimizar a economia e a cultura, o que gera muitos problemas, como o da estagnação científica e o da desestimulação da criação de novas pesquisas nas universidades.

Nesse contexto, vale a realização de uma análise acerca da insuficiência científica no Brasil. De acordo com a Organização Mundial do Comércio, os países emergentes, como o Brasil e a Russia, se destacam na importação de produtos de alto valor agregado. Tal dado aponta para a incipiêcia da ciência no Brasil, pois a importação de muitos objetos de alto valor é sinônimo da desvalorização da industria de ponta nacional. Em consequência disso, se dá a crescente evasão de cientistas do Brasil, pois eles não conseguem ser inseridos na economia local.

Supracitados, alguns dos elementos que compõem a temática proposta, pode-se, ainda, mencionar a falta de investimentos governamentais em ciência no país. Segundo o site “G1”, o Brasil sofre com cortes nas verbas para as pesquisas desde o ano de 2016. Esse cenário aponta para a falta de impulsionamento aos cientistas do país, pois muitas pesquisas não são concluídas por falta de insumos ou reagentes. Assim, é nítido que tudo isso gera uma frustração nos pesquisadores, fato que os fazem migrar para países com melhor infraestrutura estudantil.

Portanto, faz-se necessária a ação do Estado para sanar os problemas sobreditos. Logo, o Governo Federal e o Ministério da Economia devem investir no desenvolvimento científico e na modificação da posição do país no comércio internacional, por meio do incentivo aos pesquisadores com a ampliação de bolsas e da criação de mais polos industriais de ponta ligados às universidades, assim como já existe no Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Com isso, mais oportunidades de trabalho e pesquisa será dada aos cientistas, impedindo a fuga de cérebros do Brasil. Fazendo-se isso, o país será mais promissor no futuro.