As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/04/2022

O Brasil é considerado um país subdesenvolvido e dentre os fatores para que is-so ocorra, tem-se a sua dependência tecnológica à países mais estruturados. Tal conjuntura se agrava ainda mais quando se tem o Brain Brain, expressão em inglês que significa a saida de cérebros do país de origem para trabalhar em instituições estrangeiras, o que é um grande óbice para a sociedade. Essa paridade só é possí-

vel devido ao baixo incentivo à produção científica no país, e pela diminuição das verbas direcionadas às universidades brasileiras.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o baixo incentivo proposto pelas escolas brasileiras ao desenvolvimento tecno-científico no país é um grande impulsionador da problemática. Visto que, de acordo com o pensador Paulo Freire e a sua teoria da educação transformadora, quando não se tem um grande estímulo as pesqui-sas científicas, a área acadêmica passa a ter uma transformação bem menos signi-ficativa para o tecido social brasileiro. Assim sendo, é notório que a brain drain, é um grave imbróglio a curto e longo prazo para o país.

Ademais, esse fator alarmante se intensifica ainda mais quando se está associado à diminuição das verbas direcionadas as universidades brasileiras. Nessa perspecti-va, de acordo com o art. 218 da Constituição Federal de 1988, “O Estado promove-rá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação”. No entanto, hodiernamente é notório que, tanto as polí-ticas públicas quanto o rumo em que o país está tomando vai de contra o que foi proposto constitucionalmente.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater esses impasses. Para isso, é im-prescindível que o Governo Federal junto do Ministério da Educação, por intermé-dio de incentivos e investimentos na educação, invista uma grande parcela de seu Produto Interno Bruto na infraestrutura das universidades brasileiras e em equipa-mentos favoráveis para o desenvolvimento tecno-científico. Visando, com isso, além de aumentar o interesse no desenvolvimento científico desde a formação dos jovens, também proporcionar um ambiente adequado para a realização dos estu-dos científicos. Satisfazendo assim, o que está proposto pela Carta Magna de 1988.