As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/04/2022

Durante o período governado por Getúlio Vargas, houve o aumento da construção de empresas nacionais, com o intuito de valorizar a qualificação nacional. Fora do contexto histórico, o Brasil hodierno se encontra de forma contrária, uma vez que se observa a constante “fuga de cérebro”, caracterizada pela emigração de profissionais de seu país de origem. Sendo assim, é importante analisar suas causas e consequências, a fim de tratar esse pernicioso cenário.

De início, vale destacar o baixo investimento profissional como principal empecilho frente ao problema destacado. Segundo o jornal Diário de Pernambuco, em 2021, o Ministério da Economia realizou corte de 90% nas verbas destinadas à pesquisa e ciência; consequentemente, dificultando a valorização dessas áreas de atuação. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura Estatal de forma urgente, dado que as atitudes atuais configuram o maior empasse para o desenvolvimento da nação.

Ademais, vale salientar que a atenuação do avanço econômico e tecnológico como grande consequência da fuga de cérebro. Durante a pandemia do Covid-19, por exemplo, houve a necessidade da atuação de pesquisadores a favor do bem-estar social, o que comprovou a enorme importância desses para a população. Entretanto, com a crescente saída de profissionais qualificados, a quantidade de pesquisas em território nacional diminui, dificultando a ascensão do Brasil em questões científicas e econômicas.

Portanto, com objetivo de alterar o cenário exposto, é dever do Ministério da Economia – responsável pelo sistema financeiro e sua administração –, em parceria com o Governo Federal, o maior investimento em setores de qualificação profissional, através do redirecionamento dos impostos para áreas de educação e pesquisas, além da contratação desses por empresas nacionais, a fim de retomar a realidade vivenciada na Era Vargas.