As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 13/04/2022

De acordo com o dramaturgo George Bernard Shaw, “É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”. Assim, em uma sociedade que vive em constantes transformações, o óbvio seria o Estado adequar seus aparatos à realidade mundial, para que o país não fique para trás, mas acompanhe todas as mudanças e evolua juntamente com o resto do mundo. Isso, porém, não é o que acontece no Brasil, que perde, diariamente, pessoas altamente qualificadas para o exterior, para países mais desenvolvidos e comprometidos com a evolução. As consequências, a longo prazo, dessa fuga de cérebros, pode não só atrasar o Brasil, mas retrocedê-lo, forçando-o a recomeçar o processo de qualificação profissional.

Em primeiro lugar, é preciso lembrar da frase de Aristóteles: “A Educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Como as mudanças começam pela Educação, já que é através dela que se adquire conhecimento, por mais que seja difícil e custoso para o Estado, investir em Ensino de qualidade, pesquisas e projetos viáveis trará grandes frutos, mas não em curto prazo. Na mesma intensidade, o não investimento nessas áreas e a perda de profissionais qualificados trará grandes problemas, e os “frutos doces” serão desfrutados por outros países, que receberão e investirão nos brasileiros “exportados”.

Em segundo lugar, baseando-se na frase de George Santayana, “Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo”, é possível ter uma ideia do que a perda de profissionais qualificados pode gerar no país, já que uma situação parecida já ocorreu na história: nas Revoluções Industriais, países que não conseguiram acompanhar as mudanças dos países centrais ficaram a mercê deles, sobrevivendo às margens, apenas exportando matérias-primas. Apesar de momentos diferentes, a realidade atual pode ser comparada, e o Brasil pode, mais uma vez, ficar às margens do processo de evolução mundial.

Portanto, fica evidente a necessidade de que o Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações invista verbas da União em estudantes e pesquisadores comprometidos com a evolução. Dessa forma, o Brasil conservará seus profissionais e não ficará mais às margens dos países centrais.