As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/04/2022

A constituição Federal de 1988, humanista e democrática, assegura direitos e deveres para que haja um bem-estar social e valorização dos indivíduos. No entanto, esse ideal constitucional vai de encontro à problemática da fuga de cerébro no Brasil, devido a desvalorização de uma parcela de profissionais das mais diversas áreas. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário avaliar os fatores que favorecem esse cenário e suas consequências.

Cabe pontuar, de início, que a migração de profissionais extremamente qualificados do Brasil para outros paises advém de uma ainda tímida atuação da gestão pública no que tange aos mecanismos para deter tal problemática. Nesse contexto, segundo Thomas Hobbes, teórico contratualista, o Estado é responsável por garantir a harmonia e o bem-estar social. Todavia, a falta de investimentos sólidos no âmbito científico e do desenvolvimento tecnológico é um fator dessa fuga, pois torna os meios de trabalho desses especialistas sucateados e evidência essa desvalorização, criando-se um quadro desarmonioso dentro da sociedade. Como consequência, a cada ano um número maior de doutores e mestres saem do Brasil.

Ademais, outra consequência visível a longo prazo dessa fuga de cerébro no país é a ausência de profissionais qualificados que poderiam auxiliar no desenvolvimento da própria pátria. Nessa conjuntura, de acordo com o escritor inglês Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação. Dessa maneira, o avanço irá acontecer para esses migrantes que deixam o Brasil, bem como, o avanço para os países que ingressarem, devido a sua consistente qualidficação e posterior contribuição nessas nações. Como resultado, dessa falta de reconhecimento do próprio país, limita-se o progresso científico e tecnológico.

Em suma,o governo brasileiro é o principal responsável pela fuga de cerébro, derivando disso impactos significtivos para o progresso da nação. Assim, medidas efetivas, como investimentos massivos pelo poder federal nessas áreas de desevolvimento devem ser aplicados. Com isso, observa-se na prática o ideal constitucional se concretizando.