As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/04/2022

O território brasileiro, desde a chegada dos portugueses, sempre foi um campo de extração, primeiro da madeira, depois do ouro, agora das mentes brilhantes. Entretanto, diferente de antes, a extração forçada não é mais necessária, e a fuga de mentes já é quase uma diáspora espontânea. À vista disso, é preciso analisar essa questão, que resulta na estagnação do país e em uma maior fragilidade da população.

Diante desse contexto, é importante destacar a estagnação do país com a diáspora. Sob essa ótica, segundo análise da Agência Brasil, no período de 2010 a 2020 não houve aumento real do PIB brasileiro. Dito isso, é evidente que, no atual mundo tecnológico, o Brasil ao abrir mão dos seus cientistas ficaria para trás nessa corrida. Com isso, sem o desenvolvimento de tecnologias nacionais, resta enrique-cer outros países pela importação desses produtos para nosso território.

Ademais, vale ressaltar a fragilidade da população ante esse cenário. Desse modo, dados do IBGE revelam que mais de 70 milhões de brasileiros precisaram usar o Auxílio Emergencial oferecido pelo governo durante a pandemia. Posto isso, é notório que boa parte da sociedade depende muito dos programas sociais para sua própria subsistência. Dessa forma, um país que não cresce na economia não pode ajudar seu povo, que fica desamparado e fragilizado.

Urge, portanto, que o Estado tome ações afirmativas no combate da fuga de cérebros do Brasil. Dessarte, o Ministério da Educação — órgão responsável pelo financiamento estudantil — deve promover um aumento das bolsas estudantis em 100%, por meio de projeto de lei aprovado no Congresso Nacional, a fim de estimular o pesquisador brasileiro a permanecer aqui. Assim, com a formação desses cientistas sendo aplicada no Brasil, o país deixará de ser um campo de extração para tornar-se um exportador de tecnologia nacional para o mundo.