As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/04/2022
De acordo com o artigo 3 da Constituição federal de 1988, um dos objetivos maiores da República Federativa brasileira é promover o desenvolvimento nacional. Contrário à Carta Magna, observa-se que este progresso não está acontecendo, visto que há uma persistência na fuga de cérebros no Brasil, ou seja, a diáspora de grandes mentes, o que acarreta em danosos efeitos. Desse modo, tornam-se necessárias medidas que visem a combater sua gênese, bem como mitigar as consequências a longo prazo dessa emigração.
Primeiramente, é fundamental elucidar o motivo pelo qual o capital humano especializado se afasta da ‘’terra do verde e amarelo’’. Segundo uma matéria do jornal Oglobo, desde 2013, as bolsas estudantis a nível superior não têm um reajuste para a inflação e os estudantes não têm auxílios nas pesquisas. Nesse sentido, por não ter suporte e, ocasionalmente, lutar pela própria subsistência, muitos pesquisadores, acadêmicos e profissionais especializados optam por sair do país em busca de melhores condições, o que é uma grande perda. Logo, é imprescindível que ações para melhorar a situação, e assim manter as pessoas, sejam realizadas.
Além disso, é essencial evidenciar os desastrosos impactos que a persistência da fuga de cérebros causa. Sob essa ótica, consoante o site Brasil escola, esse problema gera, entre outras coisas, um atraso no desenvolvimento econômico e científico nacional e uma perda de competitividade no cenário internacional. Ademais, com a emigração de certos profissionais, como médicos e professores universitários, serviços básicos se tornam mais inacessíveis para a população em geral, o que é muito preocupante. Assim, ressalta-se ainda mais que intervenções a respeito da problemática são precisas.
Portanto, é necessário que o Ministério da Ciência e Inovação, em consonância com o Ministério da Educação, dê melhores condições aos profissionais especializados, por meio da verba pública e de bolsas, objetivando manter esse capital humano no Brasil. Outrossim, a melhoria na vida desses ‘‘cérebros’’ deve ser acompanhada de um incentivo e apoio por parte do corpo social. Desse modo, essa situação deficitária será melhorada e o artigo 3 será melhor efetivado.