As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 23/04/2022

Desde a crise financeira de 2015 o número de cientistas que estão deixando o país em busca do exterior para a produção de conhecimento só está aumentando. Isto implicará a longo e médio prazo numa queda da verba recolhida dos contribuintes pela receita federal e também afetará o setor tecnológico. Nesse víes, torna-se crucial analisar as causas de tal emigração, dentro as quais se destacam o contínuo declínio do investimento público em áreas científicas e as permanentes crises econômicas.

A princípio, é imperioso notar que a constante diminuição do orçamento em univesidades federais infere diretamente nas condições básicas de trabalho dos cientistas. Posto isso, de acordo com dados de uma reportagem feita pela emissora Globo, o orçamento de Ministérios relacionados à Ciência teve uma diminuição expressiva nos anos de 2015 e 2016. Logo, com menos verba para investimento em equipamentos de ponta e a consequente dificuldade de trabalho, fica-se claro o motivo do aumento da saída de cerébros do país, o que leva a uma exponencial diminuição da produção de tecnologias de última geração.

Outrossim, a continuidade de sucessivas crises financeiras é outro fator que potencializa a emigração intelectual. Posto isso, uma reportagem feita pela emissora BBC apontou que o CNPq anunciou que mais de 80 mil bolsistas poderiam perder seus benefícios, naquela época. Portanto, a saída de estudiosos acarretará em perdas no recolhimento de impostos para o Governo quando estes começarem a produzir para o país.

Destarte, são necessárias medidas capazes de mitigar a fuga de cerébros do país e suas consequências. Em suma, a fim destes intelectuais permanecerem no país, faz-se necessário que o Legislativo- por intermédio de uma P.L.- crie um número muito maior de bolsas, aumente o salário de mestrados e doutorados que é afetado grandiosamente pela inflação e invista em equipamentos de ponta. Para isto, será necessário a retirada de privilégios financeiros do Judiciário assim como uma melhor administração pública da verba destinada a Educação. Espera-se que assim, as consequências da emigração de intelectuais seja diminuída radicalmente.