As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 23/04/2022

De acordo com o fato social proposto por Émile Durkheim instituições como as escolas e faculdades irão exercer pressão sobre os envolvidos, a coercitividade. Dentro disso, o medo do desemprego e a falta de investimentos na área da educação leva muitos estudantes a irem para o exterior. Essa fuga de cérebros a longo prazo irá criar um ciclo interminável de trabalhadores desqualificados e de um país subdesenvolvido.

No Brasil, muitos cursos são desvalorizados. Com remunerações injustas, falta de empregos para a área de atuação e baixos recursos no ensino disponível. Com isso, as pessoas com condições econômicas e que tiveram acesso a uma educação de maior qualidade vão para países onde a estrutura educacional é valorizada. Porém grande parcela da população que não tem essa opção válida permanece no país, na maioria das vezes desmotivadas profissionalmente e reforçando uma mobilidade social quase mínima.

Segundo o site do G1 da emissora Globo, no ranking dos que mais mantêm profissionais qualificados, o Brasil despencou 25 posições de 2019 para 2020: passou da posição 45 para a 70. Essa mudança de posição reflete tanto nos índices de desemprego do país quanto de probreza em geral. A população ‘‘se conforma’’ que a possibilidade de ascensão social é muito pequena e assim aceita um emprego movido apenas por necessidade e para ganhar um salário mínimo por exemplo.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação reformule os investimentos para o ensino. Colocando recursos em laboratórios, blibiotecas, salas adequadas para todo o país, entre outras medidas. Essa melhora na educação trará maiores oportunidades para as pessoas, e a consequente motivação para trabalhar com algo prazeroso para as mesmas. Sendo assim, a fuga de cérebros diminuirá e as condições da população brasileira se tornarão melhores.