As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/04/2022

“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do cientista inglês Isaac Newton reflete a postura da sociedade diante à fuga de cerébros do país. Ademais, a falta de investimentos estatais no mercado de trabalho e a crise financeira vigente torna a situação ainda pior. Por isso, é necessário que se tomem medidas eficazes para o combate de tal problema.

Nessa lógica, a culpabilidade do Estado no que concerne à escassez de investimentos no setor industrial e tecnológico torna favorável a emigração de cérebros para outros lugares. Outrora, é válido citar Rosseau, filosófo iluminista, no qual afirma que o progresso da sociedade está intrinsecamente ligado à autonomia dos cidadãos que a compõe. À luz dessa lógica, expõe a falta de apatia das instituições públicas em promover o auxílio de bolsas e investimentos em laboratórios de pesquisas para os estudantes que buscam conhecimento como forma de promover tanto o seu desenvolvimento pessoal quanto o coletivo no Brasil.

Deve-se analisar, ainda, a constante crise financeira que torna cada vez mais instável o mercado de trabalho brasileiro. Outrossim, de acordo com o G1, site de notícias da Globo, no ano de 2020 o Brasil regrediu 25 casas no ranking de países com profissionais mais bem qualificados. Todavia, há empresas privadas como a VALE, mineradora multinacional brasileira, que buscam incentivar a qualificação de seus profissionais por meio de estágios remunerados com o intuito de beneficiar seus investimentos internos e externos no país.

Assim, é crucial mitigar a insistência da fuga de cérebros no país. Dessa forma, cabe ao Estado - detentor dos recursos públicos - por meio de emendas parlamentares criar um programa que vise garantir o auxílio financeiro nas instituições públicas com o intuito de promover a pesquisa. Além disso, cabe ao Minstério da Economia gerar um mecanismo que drible a crise financeiro com mais investimentos na educação e tecnologia, pois estes são um dos pilares de uma sociedade progressistas. Dessa forma, a curto e longo prazo, será possível construir mais pontes em vez de muros.