As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/04/2022
Em muitas obras nacionais, é possível observar uma valorização do brasileiro que deixa o país para estudar - principalmente direito ou medicina. É evidente o reconhecimento que tais pessoas receberam - e ainda recebem - ao retornar para o ambiente de origem. Tal fato se deve à dois fatores: insatisfação popular em respeito às condições de estudo e à imagem que é passada do Brasil e os demais países para o mundo. Por consequência, ambos os fatores mencionados trazem consequências diretas ao longo do processo de “fuga de cérebros”.
Em primeiro lugar, a insatisfação popular é fruto das ações passivas do Estado em que há um déficit no incentivo e no investimento financeiro na base, ou seja, escola e posteriormente, no ensino superior. Como exemplo disso, é possível citar os frequentes cortes às verbas direcionadas ao ensino, uma vez em que haja tal descaso, é possível concluir que o aprendizado brasileiro é deixado de lado. Concomitantemente, a imagem que o país emite ao mundo é fundamental nesse processo. O filme “Rio” comprova essa afirmação ao transpor uma imagem do brasileiro em que a vida é composta de festa, carnaval, roubo e incompetência no trabalho. Contudo, assim como há essa visão equivocada, os Estados Unidos e outros países desenvolvidos seguem afirmando-se como foco ciêntifico e comprometidos com a evolução humana pelo mesmo meio: o cinema.
Em segundo lugar, as consequências desse cenário vêm a longo prazo: a desigualdade se torna inversamente proporcional à escolaridade e ao poder na mão de poucos; o Brasil decai cada vez mais no aspecto tecnológico, além de tornar-se cada vez mais dependente das potências que se concretizam por meio do avanõ tenco-ciêntifico. Assim, a fuga de cérebros se torna cada vez mias unilateral, ou seja, aqueles capacitados deixam o país e não há uma reposição de mão de obra qualificada, concretizando-se, dessa forma, a decadência verde e amarela.
Portanto, as consequências da fuga de cérebros no Brasil podem ser irreversíveis. Logo, o Estado deve priorizar o ensino por meio do direcionamento de verbas com o objetivo de dignizar o aprendizado e, consequentemente, manter os olhares dos estudantes brasileiros voltados para o próprio território. Segundo Kant, o homem não é nada senão aquilo que a educação faz dele.