As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 03/05/2022
Com o passar dos anos, para acompanhar a evolução sociológica entre a população, profissionais na área científica trabalham em avanços tecnológicos que revolucionam a sociedade. Entretanto, com a falta de oportunidades presente no Brasil, esses e novos profissionais não possuem outra escolha senão encontrar novas em outros países do mundo.
Em princípio, a constante desvalorização presente no mercado de trabalho brasileiro afeta diretamente na decisão de cientistas de optar por encontrar empregos em países mais desenvolvidos como Japão e Coréia do Sul, países que lideram o ranking em investimentos em pesquisas, segundo análise realizada pela UNESCO. Assim, ocasionando a falta de reconhecimento do Brasil em sociedade, devido a inexistência de mentes criativas para inovar o país e um impacto econômico significativo para o governo devido ao retrocesso tecnológico em relação a outros países.
Em seguida, além do descaso evidente no mercado de trabalho, há o descaso governamental. Devido a insuficiência da verba e investimentos para recursos em relação a ciência disponibilizadas pelo governo brasileiro, universidades voltadas para a área e centros de pesquisa científicas não são capazes de dar continuidade aos seus respectivos projetos, sendo somente 1,8 bilhão de reais direcionado para o Ministério da Ciência, de acordo com dados tirados em 2021, pela Pesquisa Fapesp.
Dessa maneira, é evidente a necessidade de medidas para reverter as consequências evidentes da persistência da fuga de cérebros no Brasil. Por isso, cabe ao Ministério da Ciência organizar debates quanto a relevância dos centros de pesquisa e projetos de universidades, pressionando o governo federal a rever a situação de distribuição de verbas para recursos científicos, junto com campanhas para a flexibilidade de empregos para essa área, ocasionando gradativamente a redução da saída dessa mentes criativas do país.